A previsão do tempo para o período de 15 a 19 de dezembro aponta um cenário de mudanças significativas nas condições climáticas em todas as regiões do Brasil. A atuação combinada de frentes frias, áreas de baixa pressão e sistemas característicos do verão deve provocar aumento das chuvas, variações de temperatura e impactos diretos nas atividades agrícolas.
As instabilidades ganham força ao longo da semana, com acumulados elevados em algumas áreas, o que pode tanto favorecer lavouras e pastagens quanto dificultar os trabalhos em campo.
Região Sul
Uma nova frente fria avança pelo Sul do país e provoca instabilidade entre segunda-feira (15) e terça-feira (16). As chuvas variam de moderadas a fortes, com risco de temporais principalmente no oeste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A combinação entre a frente fria e um cavado em médios níveis da atmosfera aumenta a possibilidade de rajadas de vento e queda isolada de granizo.
A partir de quarta-feira (17), o tempo tende a ficar mais estável, acompanhado por uma queda acentuada nas temperaturas. As mínimas podem ficar abaixo dos 10 °C em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sem previsão de geada. Já na sexta-feira (19), o calor retorna com força, e as máximas podem ultrapassar os 35 °C no território gaúcho. Ao longo da semana, o volume de chuva deve ficar entre 20 e 40 milímetros.
Região Sudeste
Desde as primeiras horas do dia, as chuvas atingem o oeste e o sudoeste de São Paulo, além do interior e do noroeste de Minas Gerais. Com o passar dos dias, as instabilidades avançam também sobre o Rio de Janeiro, elevando o risco de temporais em pontos de São Paulo, Minas Gerais e no interior fluminense.
A formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul contribui para volumes expressivos. No centro-norte paulista, os acumulados podem alcançar 100 milímetros. Situação semelhante é esperada no sul e no centro de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no extremo sul do Espírito Santo, o que pode atrasar operações agrícolas. Em contrapartida, o norte capixaba e o nordeste mineiro devem registrar tempo mais seco.

Região Centro-Oeste
As instabilidades começam a atuar logo cedo em Mato Grosso do Sul e se espalham ao longo do dia para Mato Grosso e Goiás. Entre segunda e terça-feira, há previsão de chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais acompanhados de raios e rajadas de vento.
Os acumulados variam, em média, entre 40 e 50 milímetros, mas podem chegar a 100 milímetros em áreas do norte de Mato Grosso do Sul, de Goiás e do centro-leste de Mato Grosso. As precipitações favorecem o desenvolvimento das lavouras, sobretudo em regiões onde houve replantio, embora possam causar transtornos pontuais em áreas urbanas.
Região Nordeste
Pancadas de chuva são esperadas para o oeste e o sudoeste da Bahia, além do interior do Maranhão e do Piauí. Nessas localidades, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis eleva o risco de temporais e rajadas de vento, com volumes acumulados entre 40 e 50 milímetros.
Nas demais áreas do Nordeste, o tempo permanece mais firme e quente. As temperaturas podem ultrapassar os 37 °C em alguns pontos, agravando o déficit hídrico e aumentando o risco de incêndios. Há indicação de retorno pontual da umidade na semana do Natal, porém sem previsão de chuvas expressivas.
Região Norte
As chuvas continuam frequentes no Amazonas, Rondônia, Acre, Tocantins, Amapá e em grande parte do Pará, com possibilidade de temporais isolados. A influência da Alta da Bolívia favorece acumulados entre 70 e 80 milímetros em áreas produtoras do Acre, Rondônia, Amazonas e oeste do Pará.
No Tocantins e no restante do Pará, os volumes superam 50 milímetros, podendo ultrapassar 100 milímetros no sul tocantinense. Já no Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém a chuva mais intensa, com acumulados acima de 150 milímetros.