Índices futuros avançam à espera de dados da inflação dos EUA

No Brasil, o destaque fica para o Relatório de Política Monetária do Banco Central
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Os índices futuros de Wall Street operam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (18), enquanto investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. O dado é visto como fundamental para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Ainda assim, o ambiente segue marcado por cautela, já que a paralisação parcial do governo americano pode ter afetado a qualidade e a confiabilidade das estatísticas recentes.

No pré-mercado, as bolsas dos EUA ensaiam uma recuperação após uma sequência de sessões difíceis para o setor de tecnologia. O movimento ocorre depois de preocupações envolvendo investimentos em inteligência artificial, que ganharam força com os problemas enfrentados pela Oracle em um grande projeto de data center.

Mesmo com a recente rotação para fora das ações de tecnologia, o setor caminha para encerrar 2025 com valorização próxima de 19%, segundo estimativas de mercado.

Desempenho dos futuros nos EUA

Dow Jones Futuro: -0,08%
S&P 500 Futuro: +0,16%
Nasdaq Futuro: +0,48%

Ásia-Pacífico

Os mercados da região Ásia-Pacífico encerraram o pregão com desempenho predominantemente positivo. O destaque fica para o Japão, onde o Banco do Japão iniciou uma reunião de dois dias e há expectativa de elevação da taxa básica para 0,75% na sexta-feira, o patamar mais alto em três décadas.

Shanghai Composite (China): +0,16%
Nikkei (Japão): -1,03%
Hang Seng (Hong Kong): +0,12%
Nifty 50 (Índia): +0,10%
ASX 200 (Austrália): +0,03%

Europa

Na Europa, os principais índices operam em alta moderada, enquanto investidores se preparam para decisões de política monetária. A expectativa é de que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha a taxa de juros em 2%. Já os bancos centrais da Suécia e da Noruega também devem conservar os juros em 1,75% e 4%, respectivamente.

O Banco da Inglaterra surge como exceção, com previsão de cortar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, levando-a para 3,75%.

STOXX 600: +0,03%
DAX (Alemanha): +0,02%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): +0,13%
FTSE MIB (Itália): +0,22%

Commodities

Os preços do petróleo avançam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar medidas de bloqueio à entrada e saída de petroleiros da Venezuela, mantendo suspensa grande parte das exportações do país. O cenário elevou os temores de restrição de oferta no mercado internacional.

Petróleo WTI: +0,82%, a US$ 56,40 o barril
Petróleo Brent: +0,70%, a US$ 60,10 o barril

Agenda

A agenda desta quinta é intensa e concentra a atenção dos mercados. O principal destaque é a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro nos Estados Unidos, às 10h30, dado-chave para as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve. A projeção do mercado aponta para inflação anual de 3,1%, ainda acima da meta do Fed, embora a paralisação do governo americano gere dúvidas sobre a precisão dos números. Também entram no radar os pedidos semanais de auxílio-desemprego, estimados em 225 mil.

Na Europa, investidores acompanham as decisões de juros do Banco da Inglaterra, às 9h, e do Banco Central Europeu, às 10h15, além das falas de Andrew Bailey e Christine Lagarde, que devem sinalizar o rumo da política monetária diante do cenário inflacionário. Ao fim do dia, o Banco Central do México também anuncia sua decisão, reforçando o foco global no ciclo de juros.

No Brasil, o destaque fica para o Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado às 8h, seguido de entrevista coletiva do presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. A reunião do Conselho Monetário Nacional e a votação do Orçamento de 2026 no Congresso, além de encontros do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com jornalistas, completam um dia carregado de temas econômicos e fiscais.

Com informações da InfoMoney

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