Os mercados globais começam a segunda-feira (26) em trajetória mista, tendo no radar a Superquarta, com decisões da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos divulgadas na quarta-feira (28).
Por lá, o Federal Reserve (Fed) deve sinalizar uma pausa no ciclo de cortes de juros, com manutenção da taxa básica no intervalo entre 3,50% e 3,75%, após três cortes consecutivos. Aqui no Brasil, a maior parte do mercado aposta na manutenção da taxa Selic em 15% ao ano.
Dados do CME Group indicavam, na sexta-feira (23), probabilidade de 97% de estabilidade nos juros pelo Fed, ainda que a decisão possa não ser unânime.
No Brasil, a agenda da semana ainda traz Sondagem do Consumidor de janeiro pela Fundação Getulio Vargas (FGV); o Boletim Focus do Banco Central e as estatísticas do setor externo.
No exterior, além da política monetária, mais de 90 empresas do S&P 500 apresentam resultados trimestrais ao longo da semana, entre elas Apple, Meta e Microsoft.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (23) em novo recorde histórico, ao subir 1,86% e alcançar 178.858,54 pontos, após tocar a máxima intradiária de 180.532,28 pontos — a primeira vez acima do patamar dos 180 mil. Na semana, o índice acumulou alta de 8,53%, o melhor desempenho semanal desde abril de 2020.
O movimento foi sustentado principalmente pelo forte fluxo de capital estrangeiro. Apenas em janeiro, investidores internacionais aportaram R$ 12,3 bilhões na Bolsa brasileira, valor que representa quase metade de todo o ingresso registrado em 2024.
No mercado de câmbio, o real avançou 1,59% na semana frente ao dólar, apesar da leve alta de 0,05% da moeda norte-americana nesta sexta, cotada a R$ 5,287.
Europa
As bolsas europeias operam mistas, à medida que as tensões entre os EUA e o Canadá ressurgem. Na frente de dados da região, investidores aguardam a divulgação da pesquisa LFO da Alemanha para janeiro.
STOXX 600: +0,16%
DAX (Alemanha): -0,01%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%
CAC 40 (França): -0,08%
FTSE MIB (Itália): +0,25%
Estados Unidos
Além do anúncio da decisão do Fed, os investidores estadunidenses acompanharão a agenda lotada de divulgação de balanços corporativos, com mais de 90 empresas do índice S&P 500 divulgando seus resultados trimestrais esta semana, incluindo Apple, Meta Platforms e Microsoft.
Até o momento, a temporada de balanços tem sido forte, com 76% das empresas que já divulgaram seus resultados superando as expectativas, segundo a FactSet.
Dow Jones Futuro: +0,02%
S&P 500 Futuro: +0,02%
Nasdaq Futuro: -0,03%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam a segunda-feira sem direção única, com as preocupações geopolíticas mantendo os investidores apreensivos, principalmente depois que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que seu país não tem intenção de buscar um acordo de livre comércio com a China. A fala no domingo (25) foi uma resposta à ameaça do presidente Donald Trump, de impor tarifas de 100% sobre Ottawa caso o país assinasse um acordo comercial com a o governo chinês.
Shanghai SE (China), -0,09%
Nikkei (Japão): -1,79%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,06%
Nifty 50 (Índia): -0,95%
ASX 200 (Austrália): fechado por feriado
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, depois que subiram quase 3% na sexta-feira com o envio de tropas americanas ao Irã e a imposição de novas sanções.
Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 61,00 o barril
Petróleo Brent, -0,18%, a US$ 65,76 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, além dos balanços corporativos, é aguardada a divulgação do Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago de janeiro.
Por aqui, no Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio na quinta-feira (22). Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado. Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg