Após cinco sessões consecutivas de alta, o Ibovespa encerrou esta segunda-feira (26) em leve queda de 0,08%, aos 178.720 pontos, refletindo a realização natural de lucros depois da maior valorização semanal desde abril de 2020.
O movimento ocorreu em um ambiente de cautela às vésperas da “Superquarta”, quando os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidem suas taxas de juros — com expectativa majoritária de manutenção. As decisões serão anunciadas na quarta-feira (28).
Apesar do ajuste pontual, o cenário estrutural segue favorável. Investidores internacionais têm reforçado a percepção de que os Estados Unidos assumem traços de um “mercado emergente populista”, enquanto o Brasil se consolida como o único mercado latino-americano com liquidez suficiente para absorver grandes fluxos de capital estrangeiro. Até 21 de janeiro, o ingresso de recursos externos na B3, a Bolsa brasileira, já superava R$ 12 bilhões, o maior volume mensal desde dezembro de 2023.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,13%, a R$ 5,28, acompanhando a fraqueza global da moeda estadunidense, pressionada pela valorização do iene diante de sinais de possível intervenção do governo japonês. A curva de juros futuros também fechou em queda.
No noticiário corporativo, a Vale caiu 2,29%, devolvendo parte dos ganhos recentes em meio à baixa do minério de ferro. Já a Petrobras avançou 0,91%, mesmo com a queda do petróleo, após anunciar redução no preço da gasolina, medida vista como neutra para a ação e positiva para a inflação.
Entre os bancos, o desempenho foi misto, com alta de Itaú e Bradesco e queda do Santander.
Mercado externo
Wall Street fechou no positivo, mas, apesar dos ganhos, os investidores colocaram o pé no freio, enquanto analisam mais ímpetos de Donald Trump, presidente dos EUA, na esfera geopolítica.
O Dow Jones subiu 0,64%, aos 49.412,40 pontos; o S&P 500, +0,50%, aos 6.950,23 pontos; e o Nasdaq, +0,43%, aos 23.601,36 pontos.