Índices futuros dos EUA avançam com impulso da IA e cenário geopolítico no radar

Setor de tecnologia sustenta o apetite por risco nos mercados
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Os índices futuros de Wall Street operam em alta nesta segunda-feira (1º), impulsionados pelo desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O avanço do setor de tecnologia mantém o apetite por risco dos investidores, reduzindo o impacto da alta do petróleo e das incertezas geopolíticas.

No radar dos mercados, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuam sem definição. O presidente Donald Trump adotou um tom cauteloso ao afirmar que as conversas devem evoluir positivamente, embora tenha reforçado que o Irã não poderá desenvolver armas nucleares. Teerã, por sua vez, atribui o impasse à escalada dos conflitos envolvendo Israel no Líbano.

A semana começa com uma agenda econômica mais leve, marcada pela divulgação dos índices PMI da indústria em diversas economias, incluindo Brasil, Estados Unidos e zona do euro. Os investidores também acompanham o Boletim Focus do Banco Central e os dados de desemprego da zona do euro, em busca de sinais sobre a atividade econômica global.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de 0,73%, aos 173.787,49 pontos, registrando a quarta baixa consecutiva. Com o resultado, o principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 1,37% na semana, a sétima seguida no campo negativo.

Maio terminou com recuo de 7,22%, o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. Apesar do cenário adverso recente, o índice ainda acumula alta de 7,86% em 2026.

No câmbio, o dólar comercial avançou 0,21%, cotado a R$ 5,04, enquanto os juros futuros recuaram na maior parte da curva.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção definida, enquanto investidores acompanham novas violações do cessar-fogo entre os EUA e o Irã. O mercado também avalia rumores sobre uma possível aquisição da companhia aérea britânica easyJet. As atenções se voltam para a divulgação dos PMIs do setor manufatureiro. Os indicadores serão publicados no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e União Europeia.

STOXX 600: -0,21%
DAX (Alemanha): +0,13%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,24%
CAC 40 (França): +0,05%
FTSE MIB (Itália): -0,02%

Estados Unidos

Os investidores acompanharão, nesta semana, o relatório de empregos não agrícolas (payroll), que será divulgado na sexta-feira (6) e é acompanhado de perto, em busca de novas informações sobre a saúde do mercado de trabalho, indicador que ajuda a balizar a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense.

Dow Jones Futuro: +0,16%
S&P 500 Futuro: +0,19%
Nasdaq Futuro: +0,25%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Os destaques positivos da região ficaram com o Kospi, da Coreia do Sul, e o Nikkei 225, do Japão, que renovaram máximas históricas durante a sessão, impulsionados pelo setor de tecnologia. Na direção oposta, os mercados da China continental registraram perdas, refletindo a divulgação de indicadores que apontaram enfraquecimento da atividade manufatureira.

Shanghai SE (China), -0,27%
Nikkei (Japão): +0,91%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,95%
Nifty 50 (Índia): -0,37%
ASX 200 (Austrália): -0,03%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem mais de 3%, à medida que Israel amplia sua ofensiva no Líbano, renovando as preocupações de que confrontos com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, possam ameaçar o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã.

Petróleo WTI, +3,94%, a US$ 90,80 o barril
Petróleo Brent, +3,46%, a US$ 94,29 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o PMI da indústria (final) de maio, gastos com construção de abril e ISM da indústria (maio). Na zona do euro, também serão divulgados o PMI da indústria (final) de maio e a taxa de desemprego de abril.

Por aqui, no Brasil, o ministro da Agricultura, André de Paula, discutiu com a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estratégias de formação de estoques públicos de grãos, incluindo a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar para compra de milho pelo governo. Essa seria uma estratégia preventiva diante de possíveis impactos do fenômeno El Niño, afirmou o ministério em nota.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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