Ibovespa recua após sequência de ganhos, enquanto estreia da SpaceX domina atenções nos mercados

O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,06, com queda de 0,77%
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A sexta-feira (12) foi marcada por movimentos distintos nos mercados brasileiro e internacional. Enquanto a estreia das ações da SpaceX na Nasdaq concentrou a atenção dos investidores globais, o Ibovespa encerrou o pregão em leve queda de 0,21%, aos 171.134 pontos.

Apesar do recuo no dia, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou valorização de 1,25% na semana, interrompendo uma sequência de oito semanas consecutivas de perdas.

O principal destaque do mercado internacional foi a abertura de capital da SpaceX. A companhia de tecnologia espacial, internet via satélite e inteligência artificial registrou forte demanda em sua estreia na Nasdaq.

As ações chegaram a avançar mais de 28% durante o pregão e encerraram o dia com alta de 19%, cotadas a US$ 161,11. Com isso, a empresa ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado, tornando-se uma das maiores companhias dos Estados Unidos.

A valorização também teve impacto direto sobre a fortuna de Elon Musk. Segundo estimativas divulgadas após a estreia, o patrimônio do empresário ultrapassou US$ 1,1 trilhão, impulsionado principalmente por sua participação na SpaceX, avaliada em cerca de US$ 866 bilhões.

Inflação acima das expectativas mantém atenção sobre o Banco Central

No cenário doméstico, os investidores repercutiram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a medida oficial da inflação brasileira.

O indicador avançou 0,58% em maio, desacelerando em relação aos 0,67% registrados em abril, mas ficando acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,72%, permanecendo acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

A leitura reforçou a percepção de que o cenário inflacionário continua desafiador, mesmo diante da expectativa predominante de um novo corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Analistas avaliam que a autoridade monetária poderá adotar um tom mais cauteloso em sua comunicação, sinalizando preocupação com a persistência das pressões inflacionárias.

Além dos dados econômicos, os investidores acompanharam os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Declarações de autoridades americanas indicando avanço nas conversas para um possível acordo envolvendo o programa nuclear iraniano ajudaram a reduzir parte da aversão ao risco observada nas últimas semanas.

Embora ainda não exista garantia de que um entendimento será alcançado, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo e dólar encerram semana em queda

A perspectiva de avanço nas negociações entre Washington e Teerã pressionou os preços internacionais do petróleo.

O barril do WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 3,23% no dia, enquanto o Brent, utilizado como referência global, recuou 3,37%. Na semana, as perdas acumuladas superaram 6% em ambos os contratos.

No mercado de câmbio, o dólar também perdeu força frente ao real. A moeda americana encerrou a sessão cotada a R$ 5,06, com queda de 0,77%.

A combinação entre o alívio nas tensões internacionais, a retração do petróleo e a expectativa em torno da política monetária brasileira contribuiu para a valorização da moeda brasileira, mesmo em um dia de leve correção da Bolsa.

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