A CazéTV apresentou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública sua defesa na averiguação preliminar aberta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a publicidade de casas de apostas durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026. No documento, a empresa afirma que todas as campanhas seguiram a legislação vigente, nega irregularidades e informa que já adotou medidas para tornar mais rígidos os critérios para esse tipo de publicidade.
Na manifestação, a empresa sustenta que as operadoras anunciantes são autorizadas pelo governo federal a atuar no Brasil e que as inserções publicitárias respeitaram as exigências previstas no Código de Defesa do Consumidor e na regulamentação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Segundo a CazéTV, todas as peças continham identificação como publicidade, aviso de jogo responsável, restrição para maiores de 18 anos e referência à autorização das operadoras.
A empresa também afirma que decidiu rever espontaneamente o formato das ativações publicitárias envolvendo apostas antes mesmo de ser notificada pela Senacon.
De acordo com a defesa, o objetivo foi adotar parâmetros mais conservadores para um setor que ainda passa por amadurecimento regulatório no Brasil. A CazéTV diz ainda que buscou diálogo com as autoridades para contribuir com a discussão sobre as regras do mercado.
Outro ponto destacado é a diferenciação entre conteúdo editorial e publicidade. A plataforma argumenta que comentários feitos por narradores e comentaristas sobre partidas e probabilidades esportivas fazem parte da cobertura jornalística e não devem ser confundidos com ações publicitárias, que seriam identificadas por elementos visuais específicos, vinhetas, logomarcas dos patrocinadores e avisos obrigatórios.
No documento, a CazéTV também informa que o Google e o YouTube não participam da definição, aprovação ou monetização das campanhas investigadas, afirmando que toda a publicidade exibida durante as transmissões é administrada diretamente pela empresa.