ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

(Folhapress) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe) para o tratamento de um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer do sangue. A decisão foi publicada nesta segunda (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento, da farmacêutica Roche, é indicado em combinação com quimioterapia para adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado em recidiva ou refratário – quando a doença retorna ou deixa de responder às terapias anteriores- e que não têm condições clínicas de receber transplante autólogo de células-tronco.

Linfoma não Hodgkin de células B, tipo de câncer agressivo — Foto: Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA
Linfoma não Hodgkin de células B, tipo de câncer agressivo — Foto: Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA

Segundo a Anvisa, o glofitamabe é um anticorpo biespecífico; liga-se ao mesmo tempo à proteína CD20, presente nas células tumorais, e ao CD3, dos linfócitos T, redirecionando o sistema de defesa do organismo contra o câncer.

A aplicação do medicamento é intravenosa, e o registro na Anvisa abrange duas apresentações: de 2,5 mg e 10 mg.

A aprovação autoriza a venda do produto no país, mas para chegar ao SUS (Sistema Único de Saúde) o medicamento ainda depende de avaliação posterior da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde).

O Brasil deve registrar cerca de 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença reúne mais de 50 tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células de defesa do organismo, e é o 11º tumor mais frequente no país, excluídos os cânceres de pele não melanoma.

A Anvisa afirma que o linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, “caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.”

Carregar Comentários
Assine nossa newsletter
Receba nossos informativos diretamente em seu e-mail