O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (REP-SP), afirmou que o senador Cleitinho (REP-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais. O partido divulgou nota nesta quarta-feira (29) em que confirma a decisão.
O movimento representa mais uma reviravolta em torno da pré-candidatura de Cleitinho no estado. O senador, na noite desta segunda-feira (27), avisou a aliados que seria candidato ao Governo de Minas Gerais pelo Republicanos. Ele falou a respeito da decisão, segundo a Folha de S.Paulo, com uma liderança do PL e com seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo.
O senador não foi à convenção estadual do Republicanos no último sábado (25), mas o partido teria até o dia 5 de agosto para confirmar na Justiça Eleitoral a sua candidatura.
Em nota, o partido diz que: “a ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos — apesar das justificativas pessoais — representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.
“Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo”, diz o texto.
Nesta terça (28), Cleitinho divulgou um vídeo nas redes sociais feito por inteligência artificial. Na montagem, ele encontra o pai e o irmão Mateus Azevedo, que morreu semana passada vítima de leucemia. O irmão afirma: “Vá e faça o que precisa ser feito. Nosso pai e eu estamos sendo muito bem cuidados aqui em cima, estaremos orgulhosos de você. Seja forte e corajoso. Não olhe nem para a esquerda nem para a direta, siga em frente”.

O Republicanos afirma que estava preparado para lançar Cleitinho ao governo, mas conclui que “os fatos falam por si” e que a candidatura nunca foi oficialmente assumida pelo senador.
“O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”, diz o texto assinado pelas executivas estadual e nacional do Republicanos.
Cleitinho lidera as pesquisas em Minas Gerais. Segundo levantamento Quaest publicado nesta terça, ele tem 35% de intenção de votos no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem 12%.
O senador também vence em todas as simulações de segundo turno, com vantagens de até 31 pontos percentuais, a depender do adversário. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.
O PL aguardava a definição de Cleitinho para acertar o palanque do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, em Minas Gerais.
O Republicanos vai apoiar o ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP). O apoio foi oficializado em reunião nesta terça (28) com a participação de Aro, Flavio Bolsonaro e Marcos Pereira, por videoconferência.
Aro seria candidato ao Senado na chapa à reeleição do atual governador Mateus Simões (PSD). Mas, a entrada do senador Carlos Viana no PSD acabou inviabilizando o apoio a Aro.
Leia a nota do Republicanos
“O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
Republicanos de Minas Gerais
Executiva Estadual
Republicanos
Executiva Nacional”