A edição 46 da Revista Liberta deste sábado (1º) debate o plano nefasto de Donald Trump de interferir na política interna brasileira e mexer os pauzinhos para influenciar no resultado das eleições. O professor James N. Green revela em sua coluna o projeto de poder levado a cabo pelos Estados Unidos e detalha as etapas de uma ofensiva que tem sido gestada há algum tempo.
A coluna de Bernardo Cotrim trata do já conhecido desprezo do mandatário estadunidense quando o assunto é diplomacia. O texto se debruça sobre o Honduras Gate, um escândalo político que envolve o vazamento de dezenas de áudios atribuídos ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández (JOH), descrevendo uma suposta articulação para desestabilizar governos progressistas na América Latina.
João Cezar de Castro Rocha recorre a um dos produtos mais notáveis da indústria cultural norte-americana para analisar as ações de Trump: os filmes de faroeste. A coluna do professor mostra como o mandatário estadunidense assumiu o papel de John Wayne, agindo como um xerife do Velho Oeste para impor ao mundo seus mandos e desmandos.
Retrato do Brasil
A política brasileira também vira pauta na edição 46 da Revista Liberta. A coluna do professor Valter Mattos relembra uma categoria que, de dois em dois anos, fica na boca dos políticos que buscam conquistar um cargo eletivo: os professores. Mas o colunista alerta que, entre discursos e promessas, quando a eleição acaba, a realidade continua como estava e o peso segue nas costas dos professores.
Na coluna de Luís Costa Pinto, o jornalista faz um diagnóstico severo sobre a formação e a atuação da elite empresarial brasileira. Sem compromisso com a cidadania e o desenvolvimento do país, ao que parece, a degradação da cultura corporativa e do mercado financeiro parece ter virado regra nessa classe.
Seguimos falando sobre Gaza
Passados mais de mil dias do conflito, a jornalista Claudia Guadagnin mantém Gaza em pauta. Os números mostram a gravidade do genocídio palestino. Foram mais de 73 mil mortos, 90% da população deslocada e milhares de pessoas amputadas ou feridas. Ainda assim, a tragédia parece não ser suficiente para resultar no fim da destruição de Gaza.
Entender o que aconteceu naquele território importa, mas a coluna também lança luz para outra pergunta urgente: afinal, o que aconteceu com o mundo? Quando o extermínio de milhares de pessoas se tornou quase irrelevante frente a situações como um atrito diplomático entre chefes de Estado? O que parece é que o horror virou rotina e, embora cada atualização do conflito consiga captar por breves segundos alguns olhares, estamos sempre na iminência de uma nova crise, uma nova fofoca, um novo vídeo no feed.
Essa edição da Revista Liberta conta também com textos da coluna Reserva Exclusiva, de Juca Kfouri, Leonardo Boff, Paulo César Teixeira, André Naves e charge de Guto Respi. A arte de capa é do cartunista Aroeira. Parte do conteúdo também está disponível para não assinantes.