Truth Social passa a vender acesso antecipado às publicações da plataforma

Novo serviço promete entregar em milissegundos as postagens com maior potencial de mexer com o mercado
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O Truth Social, rede social criada pelo presidente americano Donald Trump, lançou o Truth API, um serviço pago que dá acesso mais rápido às publicações das contas mais influentes da plataforma. A ferramenta começou a ser oferecida a clientes institucionais no último sábado (1º).

Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da rede social, a empresa já tinha fechado contratos com clientes antes mesmo do lançamento oficial do produto.

O CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, descreveu o Truth API como um feed licenciado e em tempo real das publicações com maior potencial de movimentar os mercados, e disse que o produto avança a estratégia da empresa de transformar seus ativos em uma fonte de receita recorrente e com margens altas. Segundo ele, a expectativa é que o serviço se torne uma fonte relevante e contínua de receita, gerando valor duradouro para os acionistas à medida que a adoção cresce.

De acordo com a empresa, o Truth API foi criado para organizações que mais sentem o custo de atrasos no acesso à informação, usando um método de distribuição capaz de entregar as publicações da Truth Social em milissegundos. O serviço deve funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, e incluir um arquivo histórico de publicações que remonta a 2022. Segundo a agência Reuters, a Trump Media chegou a discutir cobrar até US$ 100 mil por mês pelo acesso à ferramenta.

Adam Schiff e Elizabeth Warren pediram à SEC, que investigue o plano do grupo de mídia de Donald Trump de vender acesso antecipado às publicações do presidente na rede social Truth Social (Foto: Kent Nishimura / Getty Images)

Serviço enfrenta polêmicas

Depois do anúncio do serviço, em julho, senadores democratas pediram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigasse o Truth API, sob a alegação de que a ferramenta ampliaria riscos legais, políticos e regulatórios. Em carta ao presidente da SEC, Paul Atkins, os senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff classificaram a iniciativa como um possível abuso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudicaria investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que beneficiaria Wall Street e outros participantes com mais recursos.

O lançamento chamou atenção de analistas porque as publicações de Trump nas redes sociais costumam provocar oscilações em ações, moedas e títulos públicos, principalmente quando tratam de tarifas comerciais, política econômica ou relações internacionais.

Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins confirmaram o recebimento da carta dos senadores, mas evitaram comentar o caso. Indicado por Trump para o cargo, Atkins é conhecido por defender o livre mercado e por adotar uma postura considerada mais branda em relação à regulação do setor financeiro.


 

O que acontece quando o acesso antecipado à informação vira negócio? A Truth Social passou a vender publicações em tempo real para clientes privilegiados. A aula com João Cezar de Castro Rocha mostra os mecanismos financeiros por trás desse modelo. Dia 13 de agosto, às 20h. Garanta seu ingresso grátis! 

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