O dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,15 após abrir a sessão na estabilidade. O movimento acompanhou a cautela do mercado em relação ao cenário fiscal e às incertezas econômicas. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa contrariou a abertura negativa e registrou alta, caminhando para o quarto pregão consecutivo de recuperação, impulsionado pelo fluxo de investidores estrangeiros e institucionais.
As negociações corporativas dominaram as atenções do dia, com destaque para o protocolo de pedido de recuperação extrajudicial da Braskem após a empresa alcançar adesão relevante de credores para reestruturar suas dívidas. A Petrobras, acionista da petroquímica, sentiu a pressão da notícia e registrou queda nos papéis, acompanhando também o recuo nos preços do petróleo no exterior. Em contrapartida, as ações da Vale mantiveram trajetória positiva, embaladas pelo bom desempenho do minério de ferro.

Cenário econômico e projeções de mercado
No cenário macroeconômico, o relatório Focus divulgado pelo Banco Central manteve a previsão para a inflação e para a taxa básica de juros ao longo do ano, enquanto a projeção para o crescimento da economia apresentou leve ajuste para baixo.
Destaques corporativos
Além do episódio envolvendo a Braskem e o desempenho das gigantes de commodities, o ambiente empresarial registrou movimentações expressivas em outras frentes. A Eneva concluiu uma captação bilionária por meio da emissão de debêntures com o objetivo de otimizar sua gestão de passivos e liquidar contratos financeiros antecipadamente, refletindo em valorização para suas ações no encerramento do pregão.