A modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 19 anos, eleita Miss Brasil Supranational 2026 foi destituída do título pela organização do Concurso Nacional de Beleza (CNB) na última quarta-feira (26). Como motivo dado pela organização, Lara teria omitido estar grávida enquanto participava das eliminatórias do concurso, na Polônia. No sábado (29), um parente da jovem informou que ela agora precisará ficar internada e sob observação médica até o final de sua gestação.
O caso ganhou repercussão nas redes após o anúncio da perda da coroa e a revelação de sua gravidez. A modelo e a organização do concurso apresentaram versões distintas sobre a situação. Com um comunicado sem maiores explicações, o perfil do CNB publicou uma nota informando apenas que a decisão havia sido tomada por causa do “descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título”.
Logo após, a modelo postou um vídeo anunciando que a maternidade trazia “o começo de um novo capítulo” em sua vida. Agradecendo a família, amigos e o apoio dos fãs, Lara disse que descobriu a gravidez somente após o seu retorno da Polônia, em agosto.
Ela revelou que já percebia mudanças em seu corpo durante as fases preliminares do concurso, mas que estava totalmente focada na competição e só teve coragem de realizar o teste de gravidez ao retornar para o Brasil.
Assista ao depoimento da modelo
No entanto, depois do vídeo e da repercussão, o CNB divulgou mais detalhes sobre os motivos da destituição. Segundo a organização, documentos médicos fornecidos pela própria modelo no dia 12 de agosto indicaram que Lara já estava grávida antes de embarcar para a Polônia.
De acordo com o CNB, uma ultrassonografia realizada em 22 de abril e apresentada pela modelo, apontava uma gestação de aproximadamente sete semanas.
Lara embarcou para representar o Brasil no concurso internacional em 13 de julho e, segundo a organização, não informou sobre a gravidez antes da viagem, que aconteceu quase três meses após os resultados do exame. Para eles, a jovem já sabia de sua gravidez antes de embarcar para o concurso, configurando uma omissão de fato relevante, prevista em contrato.
Além da ausência de comunicação sobre a gestação, o concurso também atribuiu a decisão a outros supostos descumprimentos contratuais. Entre eles estão alterações de figurinos sem autorização prévia e períodos em que a candidata teria permanecido incomunicável com a produção por mais de 24 horas.
Durante a competição, na modalidade traje de banho, Lara modificou a roupa pré-definida pela equipe. Inicialmente a modelo iria vestir um biquíni, mas a candidata entrou na passarela utilizando um maiô sem autorização prévia.
Como justificativa para a mudança, a jovem enviou áudios à produção dizendo estar com desconforto físico decorrente de prisão de ventre e inchaço abdominal. A organização apontou que registrou essas mensagens não para deslegitimar as dores relatadas, mas para provar que a gravidez não havia sido formalmente reportada.
A organização afirma que a perda do título não ocorreu pelo fato de Lara estar grávida, mas pelo conjunto de situações que, segundo o CNB, representariam violações do contrato firmado entre as partes.
Antes da destituição, Lara Marina havia conquistado um dos melhores resultados brasileiros na edição deste ano do Miss Supranational. A capixaba ficou em terceiro lugar na competição internacional, depois de vencer o concurso nacional. Com a perda da coroa, a vice-campeã Camilly Ceccon assumirá o título de Miss Brasil Supranational 2026.
Estado de saúde da modelo e seu bebê
Dias depois da repercussão envolvendo a perda do título, Lara foi internada. As informações preliminares afirmavam que o estado de saúde da modelo era grave e que tanto ela quanto o bebê iriam precisar de cuidados.
Mais tarde, porém, uma atualização divulgada pela equipe da ex-miss e confirmada pela família da jovem informou que o quadro de Lara estava estável e que o bebê permanecia saudável.
Segundo o comunicado, por recomendação médica, ela deverá permanecer hospitalizada e sob acompanhamento contínuo até o fim da gestação, com o objetivo de preservar a segurança dela e da criança.
Na nota divulgada após a internação, Lara afirmou que tem conhecimento das regras contratuais, mas ressaltou que, neste momento, sua prioridade é a saúde do bebê. “Temos ciência e sabemos das regras contratuais. Mas, neste momento, nenhuma consideração é maior do que a preservação da saúde do bebê”, disse.