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O influenciador e piloto Lito Sousa, de 59 anos, deixou o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na última na terça-feira (1º) e passou a receber cuidados paliativos em casa. Diagnosticado com a rara doença de Creutzfeldt-Jakob, ele terá acompanhamento de uma equipe de home care durante 24 horas.

A residência da família precisou ser adaptada para oferecer uma estrutura semelhante à do hospital. Segundo Mila Seidl, esposa de Lito, ele não recebeu alta hospitalar convencional.

“A gente chegou ontem. A casa passou por muitas outras preparações, porque ele não está de alta hospitalar. Então, a casa tem que se mostrar segura o suficiente para manter o mesmo padrão de atendimento, de suporte que ele teria no hospital”, afirmou Mila.

De acordo com ela, Lito será acompanhado por quatro enfermeiros diariamente, divididos em dois profissionais por turno. A casa também recebeu equipamentos para situações de emergência, como balão de oxigênio.

A mudança, no entanto, não encerrou a busca por alternativas. A família segue tentando incluí-lo em estudos experimentais. Ainda assim, a expressão que passou a descrever seu tratamento soou.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara, causada por proteínas anormais chamadas príons. A enfermidade provoca uma rápida deterioração das funções neurológicas. Segundo a esposa, Lito perdeu habilidades motoras nas últimas semanas, mas permanece consciente.

Antes do diagnóstico, Lito descobriu um câncer de próstata em exames de rotina. Ele passou por uma prostatectomia, cirurgia para retirada total da próstata, após a confirmação de um carcinoma de risco intermediário-baixo.

Ao deixar o hospital, Lito agradeceu à equipe médica: “Me senti muito amado, me senti parte desse país como nunca antes.”

Influenciador Lito Sousa grava vídeo em tom otimista agradecendo apoio durante internação — Foto: Reprodução/YouTube
Influenciador Lito Sousa grava vídeo em tom otimista agradecendo apoio durante internação — Foto: Reprodução/YouTube

O que significa tratamento paliativo?

Cuidados paliativos não significam o fim do tratamento nem são sinônimo dos últimos dias de vida. A abordagem busca aliviar o sofrimento causado por doenças graves e pode ser iniciada paralelamente às terapias de combate à doença. O acompanhamento inclui o controle de sintomas como dor, falta de ar, náusea, fadiga e insônia, além de suporte psicológico, social e aos familiares.

Segundo especialistas, a ideia de que os cuidados paliativos representam uma “desistência” ainda é um dos principais obstáculos à expansão desse atendimento. O Brasil tem uma Política Nacional de Cuidados Paliativos desde 2024, mas a oferta de equipes ainda é desigual entre as regiões. A implementação também enfrenta dificuldades como a baixa formação de profissionais na área e a falta de estrutura para atendimento domiciliar, o que pode deixar famílias responsáveis por grande parte dos cuidados sem suporte técnico permanente.

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