Trabalhadores dos Correios declaram greve nacional por tempo indeterminado

Impasse no plano de saúde paralisa operação estatal em meio a prejuízo de R$ 5,6 bilhões
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Os trabalhadores dos Correios aprovaram o início de uma greve nacional por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10). A paralisação, confirmada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), conta com a adesão de sindicatos que representam a categoria em todos os estados do país e marca o esgotamento das negociações da Campanha Salarial, após tentativas frustradas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O principal ponto de discórdia entre a categoria e a gestão da estatal envolve propostas de alterações no plano de saúde dos funcionários. Segundo as lideranças sindicais, a empresa manteve a intenção de modificar regras do benefício, o que travou o acordo coletivo. Com a deflagração do movimento grevista, as atividades operacionais e o atendimento ao público foram afetados, mantendo-se ativos apenas serviços administrativos internos e essenciais em algumas regionais.

A greve ocorre em um momento delicado de estrangulamento financeiro da estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo e registrou um resultado negativo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre. Para tentar equilibrar o caixa e manter as operações, a empresa negocia a captação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com um consórcio formado por três bancos estrangeiros (Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank) e o Banrisul. Procurada para comentar a aprovação da paralisação e os impactos no atendimento aos clientes, a direção dos Correios ainda não se posicionou.

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Os trabalhadores dos Correios aprovaram o início de uma greve nacional por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil)

Posicionamento da Federação

Em comunicado oficial sobre a deflagração da paralisação, a Findect destacou a frustração das conversas com a direção da empresa e a busca por mediação judicial:

“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores.”

Sindicatos e regiões que aderiram à greve:

  • SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje
  • SINTECT-AL (Alagoas)
  • SINTECT-AM (Amazonas)
  • SINTECT-AP (Amapá)
  • SINTECT-BA (Bahia)
  • SINTECT-CAS (Campinas)
  • SINTECT-CE (Ceará)
  • SINTECT-DF (Distrito Federal)
  • SINTECT-ES (Espírito Santo)
  • SINTECT-GO (Goiás)
  • SINTECT-JFA (Juiz de Fora)
  • SINTECT-MG (Minas Gerais)
  • SINTECT-MT (Mato Grosso)
  • SINTECT-RO (Rondônia)
  • SINCORT-PA (Pará)
  • SINTECT-PB (Paraíba)
  • SINTECT-PE (Pernambuco)
  • SINTECT-PI (Piauí)
  • SINTCOM-PR (Paraná)
  • SINTECT-RN (Rio Grande do Norte)
  • SINTECT-RR (Roraima)
  • SINTECT-RPO (Ribeirão Preto)
  • SINTECT-RS (Rio Grande do Sul)
  • SINTECT-SC (Santa Catarina)
  • SINTECT-SE (Sergipe)
  • SINTECT-SJO (São José do Rio Preto)
  • SINTECT-SMA (Santa Maria)
  • SINTECT-TO (Tocantins)
  • SINTECT-URA (Uberaba)
  • SINTECT-VP (Vale do Paraíba)
  • SINDECTEB (Bauru e região)
  • SINTECT-MA (Maranhão)
  • SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul)
  • SINTECT-RJ (Rio de Janeiro)
  • SINTECT-Santos (Santos e região)
  • SINTECT-SP (São Paulo)
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