Mendonça rejeita pedido de aliado de Flávio Bolsonaro para barrar reajuste no Bolsa Família

Zé Trovão (PL-SC) havia acionado o TSE após o governo anunciar uma correção de 15,04% nos valores do programa
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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extinguiu nesta quinta-feira (17) o processo apresentado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste do Bolsa Família. A decisão não analisou se o aumento anunciado pelo governo federal é ou não legal.

Zé Trovão havia acionado o TSE após o governo anunciar uma correção de 15,04% nos valores do programa, com o argumento de que a medida, divulgada a 17 dias do primeiro turno das eleições, poderia configurar conduta vedada pela legislação eleitoral. Mendonça havia sido sorteado como relator do caso.

Com o reajuste, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos na folha de outubro, a partir do dia 19.

Na ação, Zé Trovão pedia que o TSE suspendesse o aumento durante o período eleitoral. O deputado também questionava o fato de o reajuste não constar da proposta de Orçamento de 2027 enviada anteriormente pelo governo ao Congresso.

O governo, por sua vez, afirma que o reajuste não cria um novo benefício nem amplia o número de pessoas atendidas pelo programa. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), trata-se de uma reposição da inflação acumulada desde 2023, autorizada pela legislação que regulamenta o Bolsa Família.

A atualização dos benefícios foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira. O governo informou que os valores foram corrigidos com base no INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.

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