Por João Pedro Pitombo
(Folhapress) – A governadora Raquel Lyra (PSD) tem 48% das intenções de voto ante 44% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).
O cenário é empate técnico entre os dois principais candidatos. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão) e Professora Camila (UP) marcaram 1% cada. Já Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.
Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder.
O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, distribuídos em 48 municípios, no período de 22 a 24 de setembro. A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo, está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-08125/2026.
O Datafolha também fez a simulação de um possível segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos. A governadora marcou 51% das intenções de voto contra 45% do ex-prefeito do Recife. Brancos e nulos somaram 3% e indecisos são 1%.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados, Raquel é citada por 41%, e Campos, por 33%. Outros 16% não souberam indicar um candidato e 3% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome.
Já 1% mencionou o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014 e pai de João Campos, e 1% disse que votaria “no filho de Eduardo Campos.”
A rejeição dos candidatos também foi pesquisada pelo Datafolha. Ao todo, 31% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum em João Campos, mesmo percentual de Raquel Lyra.
Renan Hallais aparece na sequência com 26% de rejeição, seguido de Ivan Moraes (23%), Guilherme Fonseca (20%) Victor Assis (17%) e Professora Camila (17%). Outros 3% disseram não rejeitar nenhum dos candidatos, 2% disseram rejeitar todos, e 6% não opinaram.
O Datafolha também mediu a avaliação do governo. Ao todo, 50% dos eleitores avaliam o governo de Raquel Lyra como ótimo ou bom. Outros 30% classificaram a gestão como regular, 19% como ruim ou péssima e 1% não soube responder.
Correspondem a 65% os que disseram aprovar o trabalho da governadora, 31% disseram reprovar e 4% não opinaram.
A pesquisa aponta para uma disputa acirrada entre Raquel Lyra e João Campos. Na pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, a governadora tinha 47% das intenções de voto, contra 42% do ex-prefeito do Recife no primeiro turno.
João Campos liderava nas pesquisas de intenção de voto feitas no primeiro semestre, mas a governadora assumiu a dianteira na pesquisa Datafolha divulgada em 31 de julho.
Raquel adotou uma posição de neutralidade em relação à eleição presidencial, buscando votos tanto entre aliados de Lula (PT) quando entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).
João Campos, por sua vez, tem no presidente Lula seu principal cabo-eleitoral no estado. O ex-prefeito também tem reforçado referências a seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que comandou o estado entre 2007 e 2014.
Senado
A disputa para o Senado em Pernambuco tem Marília Arraes (PDT) com 19% das intenções de voto, seguida de Humberto Costa (PT) com 17%, Mendonça Filho (PL) com 13%, e Eduardo da Fonte (PP) com 10%, no levantamento divulgado nesta quinta-feira.
Os resultados mostram um empate técnico entre Marília e Humberto, dentro da margem de erro para o total da amostra que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Já Mendonça Filho está no limite da margem de erro em relação a Marília, situação em que o empate é estatisticamente pouco provável.
Na sequência, aparecem os candidatos Tulio Gadêlha (PSD) com 6% e Carlos Sant’Anna (Novo) com 2%. Já Pastor Gilvan Costa (Democrata), Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) têm 1% cada. Os candidatos Gorett Bitu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO) não pontuaram. Outros 19% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 10% disseram estar indecisos.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos respondentes, 58% dizem não saber em quem votar.