Depois de tornar Luiz Inácio Lula da Silva como persona non grata em Israel, o chanceler de Benjamin Netanyahu, Gideon Sa’ar, foi às redes sociais para comemorar a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais no Brasil.
“Parabenizo Flávio Bolsonaro por sua conquista no primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil e desejo-lhe sucesso na etapa final decisiva”, escreveu em suas redes sociais.
No programa de governo do representante da extrema direita, Israel é um dos poucos países citados nominalmente. Flávio afirma que, se vencer e eleição, retomará uma relação com o governo de Netanyahu, hoje praticamente inexistente.
A expectativa ainda do governo israelense é de que, com Flávio Bolsonaro no poder, o Brasil uma vez mais abandone sua política de reconhecimento do Estado Palestino e que modifique de forma radical seu padrão de votações na ONU.
A esperança é ainda de que, sob novo governo, o Brasil retire sua queixa nos tribunais internacionais contra Israel pelos crimes cometidos em Gaza.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil rompeu com décadas de uma posição tradicional da diplomacia do Itamaraty de apoio aos palestinos. Na ONU, Ernesto Araújo foi um dos poucos a seguir o padrão de votação dos EUA em apoio ao estado israelense.
Lula retomou a posição tradicional do Brasil e passou a denunciar o genocídio em Gaza. O Brasil ainda passou a fazer parte do conselho de órgãos que lidam com os refugiados palestinos.