O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em alta, cotado a R$ 5,011, voltando a negociar acima da faixa de cinco reais. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa recuou 0,74%, fechando aos 204.309 pontos em um pregão marcado pela continuidade do movimento de realização de lucros após a disparada recorde da última segunda-feira.
O comportamento dos negócios refletiu não apenas o ajuste interno de portfólios, mas também a forte influência do cenário internacional. A divulgação da ata do Federal Reserve sinalizou cautela adicional quanto aos passos futuros da política monetária nos Estados Unidos, elevando os rendimentos dos títulos e fortalecendo o dólar globalmente. Paralelamente, a alta nos contratos futuros do petróleo Brent, que retornaram acima da marca de US$ 100 por barril, somou pressões inflacionárias às praças financeiras, gerando reflexos nas curvas de juros e pesando sobre os principais índices acionários do Brasil e do exterior.
Cenário macroeconômico e juros
A combinação de juros mais altos nos Estados Unidos e commodities energéticas pressionadas reduziu o apetite global por risco, enquanto os investidores no Brasil começam a voltar suas atenções para as primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, além de aguardarem os desdobramentos de futuras pautas de ajuste fiscal.
Destaques corporativos
No setor empresarial, o movimento de correção atingiu com maior força os grandes bancos, como Bradesco, Itaú e BTG Pactual, e papéis ligados à sensibilidade de juros, a exemplo da mineradora Vale e da construtora Cyrela. Em contrapartida, a Petrobras avançou amparada pela alta da cotação do petróleo, e varejistas como a Magazine Luiza destacaram-se na ponta positiva do índice acionário.