Juiz do TJ-SP é encontrado carbonizado dentro de carro no interior paulista

Identificação foi feita por meio de tatuagem no abdômen e de documentos encontrados dentro do veículo
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O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto dentro do próprio carro, que estava em chamas, na noite de quarta-feira (7), na zona rural de São João da Boa Vista, no interior paulista. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

O veículo, um Volvo, foi localizado por trabalhadores rurais na Estrada de Terra Euclides Dotta. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h15, e equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local para controlar o incêndio.

O corpo do magistrado estava no banco do motorista e parcialmente carbonizado. A identificação foi feita por meio de uma tatuagem no abdômen e dos documentos encontrados dentro do veículo.

Durante a perícia inicial, não foram identificados sinais aparentes de violência, como ferimentos provocados por armas de fogo ou armas brancas. Também não houve registro de roubo de objetos: a aliança e os documentos do juiz permaneciam no carro.

Um galão com gasolina foi encontrado na parte dianteira do veículo, próximo aos pedais do motorista. O corpo também apresentava odor de combustível, segundo informações do boletim de ocorrência. As circunstâncias que levaram à morte, no entanto, ainda não foram esclarecidas.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde deverá passar por exames para auxiliar na investigação.

A apuração está sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. Até o momento, ninguém foi preso.

Carreira

Gustavo de Castro Campos nasceu em Mogi das Cruzes (SP), em 1981, e era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Antes de ingressar na magistratura, trabalhou como advogado e delegado.

Ele entrou no Tribunal de Justiça de São Paulo em 2014, como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos. Também atuou na comarca de Tambaú e, posteriormente, assumiu a titularidade da 2ª Vara da Comarca de Mococa.

O TJ-SP lamentou a morte do magistrado e destacou sua dedicação durante a carreira.

A Prefeitura de Mococa decretou luto oficial de três dias, enquanto a OAB da cidade também divulgou uma manifestação de pesar.

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