Por Carolina Linhares
(Folhapress) – O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez uma visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta terça-feira (13), pela primeira vez desde julho. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Flávio chegou ao condomínio do pai, na região do Jardim Botânico, em Brasília, por volta das 9h40. A visita pode durar, no máximo, meia hora, já que o senador visitou o pai na condição de advogado dele.
O senador fez a visita ao pai após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ter autorizado a retomada do contato entre Flávio e Jair nesta segunda-feira (12). A proibição, também determinada pelo ministro, estava em vigor desde julho e ficou mantida durante a campanha presidencial.
Na decisão desta segunda-feira, Moraes afirmou que as visitas não poderão ter “finalidade político-eleitoral” e manteve o veto à divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente.
A decisão devolve a Flávio a oportunidade de explorar a relação com o pai para tentar consolidar seus vínculos com o eleitor bolsonarista, a menos de duas semanas do segundo turno. O senador vem manifestando o desejo de subir a rampa do Palácio do Planalto com Jair Bolsonaro caso vença a eleição.

A autorização mantém as restrições de horário impostas ao ex-presidente quando foi concedida a prisão domiciliar. Ele pode receber os filhos nos mesmos dias e horários aplicados a detentos em unidades prisionais, às quartas-feiras e sábados em três horários diferentes.
Como Flávio está cadastrado como advogado de Jair, ele também pode visitar o pai por 30 minutos em dias úteis.
Em julho, Moraes havia proibido as visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias, prazo que terminou no domingo (11). Na ocasião, o ministro afirmou que o senador e candidato à Presidência usou esse direito para obter uma carta do pai e divulgá-la nas redes sociais.
Para o ministro, o ato configurou desvio de finalidade e descumprimento da proibição de que Bolsonaro use redes sociais, diretamente ou por terceiros. Na carta, Bolsonaro chamava Flávio de “porta-voz” e o apontava como a melhor opção para o país.