“Onde está Wally?”, fenômeno editorial dos anos 1990, tem agora uma versão na política de Brasília: “Onde está Willer?”
O tom é de galhofa na capital federal, mas o sumiço do advogado Willer Tomaz, apontado como possível sócio de Flávio Bolsonaro em negócios milionários, é real.
Implicado em fraudes do INSS e alvo de inquérito do STF e da PF, Willer teria viajado, com a mulher e dois filhos, para o exterior, sob o medo de uma possível prisão na reta final da campanha eleitoral do amigo candidato do PL à Presidência.
Suspeito de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o advogado não informou seu paradeiro.
Como não há pedido de prisão à Justiça, o amigo de Flávio não é considerado foragido. O desaparecimento, no entanto, preocupa a PF. O temor é que Willer esteja apagando provas de negócios fora do Brasil.
A investigação sobre movimentação financeira do advogado envolve diretamente o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
E-mails identificados pela PF mostram que Flávio foi cadastrado como “usuário master” em uma conta do Banco Santander pertencente à Alcazar Holdings, firma de Willer.
O candidato do PL também utilizou um apartamento do amigo e possível sócio na Vila Nova Conceição, em SP, na campanha. As viagens em família também eram uma rotina, inclusive no jatinho em que Willer tem sociedade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O senador e Willer também atuaram juntinhos no caso em que o jogador Richarlison se queixa de ter uma ilha em Angra dos Reis “tomada na mão grande” pela dupla.
Onde está Willer?
Enquanto a pergunta era feita mais uma vez em Brasília, a revista Piauí revelou que Flávio e o amigo foram sócios na Best Bet, com origem em facilidades no governo de Cláudio Castro no Rio de Janeiro.
Só nos resta apostar no possível destino de Willer. Quem arrisca?