Fugitivo, Flávio Bolsonaro divulga carta com brasão errado em que se compara a Rui Barbosa e Martí

Senador fugitivo começa o texto agradecendo aos presidente Trump e Milei, o que confirma que os dois participaram da operação que viabilizou a fuga de Flávio e sua família.
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O blogueiro Paulo Figueiredo e outros militantes bolsonaristas divulgaram no X uma carta, cuja autoria é atribuída a Flávio Bolsonaro, repleta de afirmações falsas e fatos distorcidos sobre os motivos que o levaram a fugir do Brasil para os Estados Unidos. O candidato derrotado à Presidência escapou do país nos primeiros minutos desta quarta-feira (28) e chegou a Miami horas mais tarde.

Já no início da mensagem, Flávio deixou evidente o caráter farsesco. Na primeira versão, a carta foi divulgada tendo no cabeçalho o antigo brasão do Brasil, que vigorou entre 1889 e 1968. Depois, aliados compartilharam uma nova carta com o brasão correto

No texto, a mentira de maior destaque é aquela em que ele se autodeclara vencedor da última eleição. “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, escreveu, na primeira versão. Flávio Bolsonaro perdeu o segundo turno da eleição presidencial para Lula por uma diferença de mais de 4 milhões de votos. Em nova versão, trata a si próprio como “líder do Brasil”

Flávio diz que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e cita fraude na eleição de domingo. A lisura do pleito foi atestado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Kássio Nunes Marques, alinhado ideológico do bolsonarismo. Todos os organismos internacionais que acompanharam a votação confirmaram que não houve irregularidade.

O senador fugitivo começa o texto agradecendo aos presidentes Trump e Milei, o que confirma que os dois participaram da operação que viabilizou a fuga de Flávio e sua família.

Ao comentar os motivos que o levaram a sair do país, ele tenta turbinar a própria biografia  e faz comparações descabidas com figuras históricas e líderes políticos que foram obrigados a se exilar, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, e personagens mais recentes como os venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.

Na maior parte da carta ele acusa o Judiciário e o governo Lula de perseguição, discurso comum aos radicais bolsonaristas desde que perderam as eleições de 2022 e viram frustrada a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

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