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O aposentado José Ricardo dos Santos, de 79 anos, agredido violentamente por um motorista enquanto caminhava com o auxílio de muletas em Osasco, na Grande São Paulo, afirmou nesta terça-feira (3) que não entende o motivo do ataque e cobrou explicações do responsável. O idoso recebeu alta hospitalar no último sábado (31), mas ainda sofre com dores intensas e ferimentos provocados pela agressão.

Em entrevista à TV Globo, José Ricardo relatou as dificuldades que enfrenta desde o episódio, ocorrido na tarde de sexta-feira (30). Além de apresentar machucados na cabeça, ele afirmou que as agressões agravaram uma lesão anterior na costela, dificultando movimentos simples, como respirar profundamente e tossir.

“Não aguento nem suspirar, nem tossir. Me dói bastante”, contou.

O idoso também enfrenta problemas graves de visão devido ao avanço de uma catarata. Segundo ele, sua capacidade visual está limitada à percepção de vultos, e as muletas são indispensáveis para que consiga se locomover sozinho.

José Ricardo disse não se recordar exatamente do momento do ataque. Sua primeira lembrança após a violência é de ter despertado no hospital, enquanto recebia atendimento médico. “Foi maldade. Não pode fazer isso comigo na rua. Quero que ele explique o que fiz com ele”, declarou.

Ao comentar a possibilidade de ter encostado uma das muletas no veículo do agressor, o aposentado afirmou que não tem lembrança do ocorrido e ressaltou que sua condição física o impede de realizar movimentos bruscos. “Não fiz nada pra ele. Sou analfabeto, mas não sou ignorante. Graças a Deus”, afirmou.

Entenda o caso

José Ricardo recebeu alta hospitalar no último sábado (31), mas continua com ferimentos na cabeça e dores intensas na costela, que dificultam até mesmo sua respiração.

O ataque ocorreu na sexta-feira (30), no bairro Helena Maria. Imagens de câmeras de segurança mostram o motorista descendo do carro, chutando o idoso pelas costas e pisando em sua cabeça após derrubá-lo no asfalto. Antes da agressão, uma das muletas da vítima havia encostado no veículo.

A Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Denis, investigado por tentativa de homicídio por motivo fútil. Os agentes estiveram no endereço do suspeito, mas não o encontraram.

O homem já havia sido condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato de um catador de materiais recicláveis, ocorrido em 2016, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Na ocasião, Denis disparou uma flecha com uma balestra contra o pescoço de Aldemir Ribeiro Pontes após uma discussão envolvendo um arranhão em seu carro.

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