Mercados mundiais sobem à espera dos dados da Amazon e na véspera do payroll

No Brasil, o destaque do dia será a reação do mercado à divulgação dos dados trimestrais do banco Itaú
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Os mercados mundiais sobem, nesta manhã de quinta-feira (6), com os investidores reagindo aos resultados corporativos. Na véspera, o Dow Jones subiu 0,71%, durante a sessão regular, enquanto o S&P 500 e Nasdaq Composite avançaram 0,39% e 0,19%, respectivamente.

Ontem (5), as ações da Alphabet, dona do Google, e da AMD caíram mais de 7% durante o pregão, repercutindo os números abaixo do esperado no quarto trimestre de 2024. Por outro lado, a Nvidia, gigante de IA (Inteligência Artificial), subiu mais de 5% após a fabricante de servidores Super Micro Computer anunciar que acelerou a produção de seu centro de dados de IA com a plataforma Blackwell da gigante de semicondutores.

Para hoje, são aguardados os resultados da Amazon. Para esta sexta-feira (7), os investidores aguardam os dados da folha de pagamentos payroll, o indicador mais relevante do mercado de trabalho, utilizado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para balizar a política monetária.

Por ora, os investidores parecem ter deixado de lado as preocupações com tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump contra México, Canadá e China. Com os dois primeiros, houve acordo para suspensão temporária das tarifas, enquanto que, com o governo chinês, as negociações ainda não aconteceram.

Na Europa, os mercados também sobem, com os investidores aguardando mais resultados corporativos e à espera do anúncio da decisão sobre os juros do Banco da Inglaterra.

No Brasil, o destaque do dia será a reação do mercado à divulgação dos dados trimestrais do banco Itaú. Apresentados na noite desta quarta-feira, os números do banco ficaram em linha com o esperado: a projeção do consenso LSEG era de um lucro de R$ 10,89 bilhões .

O banco comunicou também R$ 15 bilhões em pagamento de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP). O Itaú ainda anunciou R$ 3 bilhões em recompras e cancelamento de ações de emissão própria.

Brasil

Ibovespa voltou a fechar no positivo, nesta quarta-feira (5), com ganho de 0,31%, aos 125.534,07 pontos. Com o resultado, o principal indicador da Bolsa brasileira inicia a temporada de balanços com o pé direito.

O Santander surpreendeu os agentes ao reportar queda da inadimplência na carteira de crédito e a gestão mais eficiente de seu patrimônio. Entre outubro e dezembro, o banco viu o seu lucro subir 75%, a R$ 3,9 bilhões, com a rentabilidade subindo 5 pontos percentuais, para 17,6%. Com o resultado, o Santander encerrou a sessão como a segunda maior alta do Ibovespa.

A disparada das ações fez com que o banco superasse os R$ 100 bilhões em valor de mercado pela primeira vez desde novembro do ano passado.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a  R$ 5,7942 (+0,38%), interrompendo a sequência de 12 dias seguidos de quedas.

Europa

Os mercados europeus operam com alta, enquanto os investidores aguardam mais resultados corporativos e a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, onde é amplamente esperado corte de juros.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,34%
DAX (Alemanha): +0,55%
CAC 40 (França): +0,33%
FTSE MIB (Itália): +0,81%
STOXX 600: +0,51%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam, nesta manhã de quinta-feira, com os investidores à espera dos dados da Amazon e falas de membros do Fed. Para esta sexta-feira (7), é aguardado o relatório de empregos payroll.

Na esfera macroeconômica, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse na quarta-feira (6) que o foco do governo Trump em relação à redução dos custos de empréstimos está nos rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos, em vez da taxa de juros de curto prazo de referência do Fed.

Dow Jones Futuro: +0,19%
S&P 500 Futuro: +0,20%
Nasdaq Futuro: +0,17%

Ásia

Os mercados da asiáticos fecharam majoritariamente no positivo, com investidores da região ignorando uma semana de turbulência comercial e uma série de lucros decepcionantes no setor de tecnologia dos EUA.

Shanghai SE (China), +1,27%
Nikkei (Japão): +0,61%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,43%
Kospi (Coreia do Sul): +1,10%
ASX 200 (Austrália): +1,23%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem após uma liquidação no dia anterior, impulsionados pelo aumento significativo dos preços do petróleo para março pela estatal saudita, Saudi Aramco. Maior exportadora de petróleo do mundo, a empresa anunciou na quarta-feira que aumentaria drasticamente os preços para compradores na Ásia para entrega em março em meio à crescente demanda da China e da Índia, uma vez que as sanções dos EUA interrompem o fornecimento russo.

Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 71,26 o barril
Petróleo Brent, +0,24%, a US$ 74,79 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados os dados dos pedidos de auxilio-desemprego, enquanto na Europa, o Banco da Inglaterra anunciará a decisão sobre os juros.

Por aqui, no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que o governo pretende garantir a cobrança de um imposto mínimo de pessoas que ganham entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. “Se a pessoa tem renda superior a 50 mil por mês, e vai numa escadinha até 100 mil por mês, nós vamos verificar se ela está pagando um imposto mínimo”, comentou Haddad, em trecho de entrevista à GloboNews divulgado nesta quarta-feira, acrescentando que o imposto mínimo no Brasil será “relativamente baixo em relação à experiência internacional. Na entrevista, Haddad pontuou que atualmente o imposto sobre consumo no Brasil é maior que a média vista em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), enquanto o Imposto de Renda (IR) é menor que a média da organização, tanto no caso de pessoas físicas quanto no de empresas.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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