Índices futuros dos EUA sobem com anúncio de tarifas recíprocas por Trump

A Casa Branca divulgou na quinta-feira (13) o modelo escolhido pelo presidente dos EUA para a implementação de tarifas de importação recíprocas
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Os índices futuros dos EUA operam em trajetória positiva, nesta manhã de sexta-feira (14), com os investidores reagindo positivamente aos sinais de que as tarifas recíprocas do país podem levar semanas para entrar em vigor.

A Casa Branca divulgou na quinta-feira (13) o modelo escolhido pelo presidente Donald Trump para a implementação de tarifas de importação recíprocas. O trabalho necessário para propor tarifas recíprocas ocorrerá país por país e pode levar até abril para ser concluído, disse Howard Lutnick, indicado por Trump para liderar o Departamento de Comércio.

Trump ordenou que seu governo considerasse tarifas recíprocas sobre vários parceiros comerciais, destacando o Japão e a Coreia do Sul como nações que, segundo ele, estariam se aproveitando dos Estados Unidos.

Embora as tarifas ainda não estejam em vigor, o governo norte-americano informou que começará a aplicar as novas taxas nas próximas semanas, dando tempo para negociações.

A possível elevação de custos e a instabilidade no comércio internacional geram preocupações sobre seus efeitos econômicos a curto prazo, especialmente para indústrias que dependem de importações.

Enquanto repercutem as novas medidas, os agentes aguardam, nos Estados Unidos, pelos dados das vendas no varejo e da produção industrial de janeiro.

No Brasil, a agenda econômica segue mais tranquila hoje, sem eventos de destaque no calendário de indicadores.

Na esfera política, o presidente Lula (PT) inicia a sexta-feira com uma entrevista para a Rádio Clube do Pará, às 8h, em Belém.

Brasil

O Ibovespa voltou a subir, nesta quinta-feira (13), fechando com alta de 0,38%, aos 124.850,18 pontos.

Os agentes repercutiram as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que também veio acima do esperado.

No Brasil, os agentes também reagiram à divulgação das projeções da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que revisou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para baixo e deixou a inflação estável em 4,8% neste ano.

Já o dólar à vista encerrou o dia com leve alta de 0,10%, cotado em R$ 5,7689.

Europa

As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa, após a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, que cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2024 ante os três meses anteriores, segundo revisão divulgada hoje pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE. O resultado veio acima da leitura preliminar e da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam estabilidade.

Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 0,9% entre outubro e dezembro, confirmando a primeira leitura. Em todo o ano de 2024, a economia da zona do euro mostrou crescimento de 0,7% ante 2023, também como já havia sido estimado.

Os agentes também seguem acompanhando a agenda de dados corporativos.

FTSE 100 (Reino Unido): -0,30%
DAX (Alemanha): -0,32%
CAC 40 (França): +0,16%
FTSE MIB (Itália): -0,07%
STOXX 600: -0,16%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York sobem hoje, após anúncio de Donald Trump de que vai impor tarifas recíprocas.

Os agentes também acompanham hoje dados de vendas no varejo, produção industrial e estoques empresariais. Na esfera corporativa, a gigante farmacêutica Moderna divulgará seus resultados trimestrais antes da abertura dos mercados.

Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,06%
Nasdaq Futuro: +0,10%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, enquanto investidores avaliam plano de tarifas recíprocas de Donald Trump. As ações chinesas em Hong Kong ampliaram o recente rali, impulsionadas pelo avanço do país em inteligência artificial (IA), que reforçou o otimismo sobre as perspectivas do mercado.

O Hang Seng China Enterprises Index saltou mais de 3% nesta sexta, aproximando-se do pico de outubro após uma série de estímulos.

Shanghai SE (China), +0,43%
Nikkei (Japão): -0,79%
Hang Seng Index (Hong Kong): +3,69%
Kospi (Coreia do Sul): +0,31%
ASX 200 (Austrália): +0,19%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta, caminhando para interromper uma sequência de três semanas de perdas, em meio à crescente demanda por combustível e às expectativas de que os planos de Trump para tarifas globais recíprocas não entrariam em vigor até abril, dando mais tempo para evitar uma guerra comercial.

Petróleo WTI, +0,45%, a US$ 71,61 o barril
Petróleo Brent, +0,52%, a US$ 75,41 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados dos preços de importados, vendas no varejo e produção industrial, todos do mês de janeiro, e dos estoques empresariais de dezembro.

Por aqui, no Brasil, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas recíprocas para países com imposto sobre valor agregado. Ao assinar o decreto, ele afirmou que evitar tarifas por meio de terceiros não será aceito. O presidente mencionou medidas para tarifas não monetárias, como testes em carros e restrições comerciais. Também destacou que países podem reduzir ou eliminar tarifas. Trump enfatizou que a política trará justiça ao comércio global e confirmou tarifas sobre carros e produtos farmacêuticos. Ele espera mais empregos, apesar da alta temporária nos preços.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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