Com o mercado à vista fechado, nesta segunda-feira (17), devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, os índices futuros de Nova York operam no campo positivo, enquanto a maioria das bolsas da Europa também estão em alta. A liquidez do dia, no entanto, deve ser baixa, por conta do fechamento do mercado à vista estadunidense.
A agenda semanal de indicadores econômicos dos EUA está relativamente esvaziada. Somente na quarta-feira (19) será divulgada a ata da reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).
Por aqui, são aguardadas as divulgações do IGP-10 de fevereiro, o Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia, e IBC-Br de dezembro, uma espécie de termômetro do PIB (Produto Interno Bruto).
Brasil
O Ibovespa bombou na sexta-feira (14), com uma alta parruda de 2,70%, aos 128.218,59 pontos. Na semana, o principal indicador da bolsa brasileira subiu 2,89%.
A alta do Ibovespa foi impulsionada pela Petrobras (PETR4;PETR3), que subiu mais de 3% depois da revisão positiva do JP Morgan. O banco elevou o preço-alvo dos recibos de ações (ADRs, na sigla em inglês) de US$ 17 para US$ 18, reiterando a recomendação de compra.
Por sua vez, o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações do dia com baixa de 1,29%, a R$ 5,5962, no menor nível desde 7 de novembro. No acumulado da semana, a divisa norte-americana caiu 1,68%.
Europa
As bolsas europeias operam majoritariamente no campo positivo. Por lá, os investidores acompanham as tensões geopolíticas em torno das negociações para um possível fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, que está em curso desde fevereiro de 2022.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, instou os Estados Unidos, no sábado (15), a não chegarem a um acordo com a Rússia sem o aval de Kiev e de seus aliados da União Europeia, aos quais pediu o fortalecimento de sua unidade para participar das negociações sobre o fim do conflito na Ucrânia.
Hoje, lideranças europeias se reúnem em Paris para discutir o assunto.
FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
DAX (Alemanha): +0,18%
CAC 40 (França): -0,13%
FTSE MIB (Itália): +0,49%
STOXX 600: +0,16%
Estados Unidos
Os índices futuros dos Estados Unidos sobem hoje, enquanto os mercados à vista permanecem fechados devido a um feriado nos EUA.
No decorrer da semana, os agentes aguardam a divulgação da ata do FOMC, na quarta-feira. Antes, nesta terça-feira (18), será divulgado o Índice Empire Manufacturing, que mede a atividade industrial na região de Nova York.
Dow Jones Futuro: +0,03%
S&P 500 Futuro: +0,13%
Nasdaq Futuro: +0,20%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, à medida que a alta impulsionada pela inteligência artificial (IA) nas ações de tecnologia chinesas perdeu força e os investidores permaneceram cautelosos devido às tensões entre os EUA e a União Europeia sobre tarifas e a guerra na Ucrânia.
Das notícias da região, a economia do Japão expandiu-se pelo terceiro trimestre consecutivo, à medida que as empresas impulsionaram o investimento e as exportações líquidas melhoraram. O iene fortaleceu-se em relação a todos os seus pares do Grupo dos 10 após dados do produto interno bruto melhores do que o esperado terem reforçado as expectativas de aumentos nas taxas de juros do Banco do Japão.
Shanghai SE (China), +0,27%
Nikkei (Japão): +0,06%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,02%
Kospi (Coreia do Sul): +0,75%
ASX 200 (Austrália): -0,22%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem hoje após uma série de quedas, já que a perspectiva de aumento dos fluxos do Iraque e da Rússia pesou sobre as perspectivas.
Petróleo WTI, +0,40%, a US$ 71,02 o barril
Petróleo Brent, +0,44%, a US$ 75,07 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada hoje.
Por aqui, no Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na sexta-feira (14) que a autoridade monetária tem as ferramentas para controlar a inflação e que a política de juros restritivos funcionará. Em evento da Fiesp e do Iedi, ele destacou que a Selic foi elevada para conter a alta de preços, mas alertou para a necessidade de cautela na reação do BC. O mercado projeta inflação acima da meta para 2025 e 2026, enquanto dados recentes indicam desaceleração da economia. Galípolo reafirmou o compromisso do BC com a estabilidade de preços e descartou preocupações sobre dominância fiscal.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg