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Após uma pausa na semana passada, o mercado financeiro voltou a subir as projeções de inflação para este ano, conforme dados do Boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (10) pelo Banco Central.

De acordo com o relatório, a mediana das estimativas de inflação ficaram da seguinte forma:

  • 2025: a mediana passou de 5,65% para 5,68%.
  • 2026: ficou estável em 4,40%.
  • 2027: permaneceu em 4%.

Desse modo, a expectativa para 2025 permanece acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,5%. O centro da meta é de 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5%.

O Boletim Focus realiza pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, e as projeções correspondem a uma mediana.

Em fevereiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou que a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) ficou em 1,23% em fevereiro de 2025, 1,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em janeiro de 2025 (0,11%). As maiores influências vieram dos grupos Habitação, que registrou alta de 4,34% e impacto de 0,63 ponto percentual (p.p) no índice geral, e Educação (4,78% e 0,29 p.p.). Esta é a maior alta do IPCA-15 desde abril de 2022 (1,73%) e a maior para um mês de fevereiro desde 2016 (1,42%).

Durante participação em evento na Casa das Garças, no Rio de Janeiro, em fevereiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a inflação seguirá “desconfortável” para as famílias e para as empresas no curto prazo, e que o indicador também permanecerá fora da meta perseguida pela autoridade monetária.

“Se pegar série histórica e taxa de juros real, estamos num patamar historicamente elevado do ponto de vista de aperto monetário. (…) É um momento desconfortável para as empresas e famílias, que é um momento onde a inflação deve seguir em patamar desconfortável fora da meta, e você espera que a politica monetária faça efeito gradualmente”, afirmou.

Veja outras previsões do mercado financeiro

PIB (Produto Interno Bruto)

  • 2025: a mediana do mercado manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,01% este ano.
  • 2026: a estimativa de avanço da economia brasileira foi mantida em 1,70%.

Taxa básica de juros (Selic)

  • 2025: a estimativa da Selic foi mantida em 15% ao fim deste ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 13,25%, e a ata da última reunião indica aumento de 1 ponto percentual, para 14,25% a.a., na reunião de março do Copom.
  • 2026: a mediana foi mantida em 12,50%.

Dólar

  • 2025: a cotação do dólar também foi mantida em R$ 5,99 este ano.
  • 2026: houve manutenção de R$ 6,00.

Balança comercial

  • 2025: a projeção de superávit da balança comercial (resultado da diferença entre as exportações e importações) ficou estável em US$ 76,80 bilhões.
  • 2026: a estimativa avançou de US$ 79,05 bilhões para US$ 79,4 bilhões.

Investimento estrangeiro direto

  • 2025: a mediana das estimativas para ingresso de investimento estrangeiro direto permaneceu em US$ 70 bilhões.
  • 2026: a projeção caiu levemente de US$ 74,50 bilhões para US$ 73,25 bilhões.

 

 

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