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O Brasil encerrou o mês de abril de 2025 com um superávit de US$ 8,15 bilhões na balança comercial, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado positivo indica que o país exportou mais do que importou no período, embora tenha representado uma queda de 3,3% em relação a abril de 2024, quando o saldo foi de US$ 8,43 bilhões.

Mesmo com a retração, esse ainda é um desempenho superior ao registrado em abril de 2023, quando o superávit foi de US$ 7,95 bilhões.

As exportações brasileiras no mês totalizaram US$ 30,4 bilhões, impulsionadas por uma alta de 10,3% na média diária. Já as importações somaram US$ 22,3 bilhões, com um crescimento de 11,8% na média por dia útil. Esses números refletem uma retomada no comércio exterior, apesar de um ambiente internacional instável.

Apesar do resultado positivo em abril, o acumulado de janeiro a abril de 2025 mostra uma queda de 34,2% no saldo comercial em relação ao mesmo período do ano passado. O superávit nos quatro primeiros meses do ano foi de US$ 17,73 bilhões, ante os US$ 26,92 bilhões registrados entre janeiro e abril de 2024.

As exportações no acumulado atingiram US$ 107,3 bilhões, com um leve crescimento de 1,8%. Já as importações somaram US$ 89,58 bilhões, com um salto de 13,2%, o que ajuda a explicar a redução no saldo.

Balança comercial: Apesar do tarifaço, exportações para os EUA aumentaram

O desempenho da balança comercial acontece em um contexto de tensões comerciais globais, especialmente com o chamado “tarifaço” implementado pelos Estados Unidos. Desde março, o governo americano, liderado por Donald Trump, passou a aplicar tarifas de 25% sobre aço e alumínio importados, além de outros aumentos anunciados em abril para uma série de produtos estrangeiros.

Ainda assim, as exportações do Brasil para os EUA surpreenderam positivamente: cresceram 21,9% em abril, alcançando US$ 3,57 bilhões, contra US$ 2,93 bilhões no mesmo mês do ano anterior.

A tarifa imposta aos produtos brasileiros foi de 10%, menor que os 20% aplicados à União Europeia e os 34% sobre produtos chineses — que, em alguns casos, podem subir até 145%. Em resposta, a China retaliou com taxas de até 125% sobre produtos americanos.

Principais Produtos Exportados em Abril

Confira os destaques da pauta exportadora brasileira em abril:

  • Soja: US$ 5,9 bilhões (queda de 6,1%)
  • Petróleo bruto: US$ 4,5 bilhões (queda de 0,2%)
  • Minério de ferro: US$ 2,07 bilhões (recuo de 14,3%)
  • Café não torrado: US$ 1,25 bilhão (alta de 36,3%)
  • Carne bovina: US$ 1,21 bilhão (crescimento de 29,1%)
  • Óleos combustíveis: US$ 1,15 bilhão (queda de 11,5%)

Principais Destinos das Exportações Brasileiras

Os maiores compradores dos produtos brasileiros no mês de abril foram:

  • China e Macau: US$ 9 bilhões (queda de 6,7%)
  • União Europeia: US$ 4,76 bilhões (queda de 1,3%)
  • Estados Unidos: US$ 3,56 bilhões (alta de 21,9%)
  • Mercosul: US$ 2,2 bilhões (crescimento de 33,1%), com destaque para a Argentina, que importou US$ 1,6 bilhão (alta de 45,2%)
  • ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático): US$ 2,15 bilhões (queda de 12,5%)
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