O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que selou um acordo bilateral com o Reino Unido, e que ele seria “completo e abrangente”. A expectativa é de que a assinatura aconteça ainda hoje.
É o primeiro acordo bilateral desde que Trump suspendeu a aplicação das chamadas tarifas recíprocas a 185 países.
“O acordo com o Reino Unido é completo e abrangente, consolidando o relacionamento entre os Estados Unidos e o Reino Unido por muitos anos. Devido à nossa longa história e lealdade mútua, é uma grande honra ter o Reino Unido como nosso PRIMEIRO anunciante. Muitos outros acordos, que estão em estágios avançados de negociação, virão!”, disse Trump em seu perfil oficial na rede Truth Social.
“Este será um dia muito importante e emocionante para os Estados Unidos da América e o Reino Unido. Coletiva de imprensa no Salão Oval, às 10h [hora local]. Obrigado!”, completou.

O primeiro-ministro Keir Starmer, que descreve os EUA como um aliado indispensável, deve apresentar uma atualização ainda nesta quinta-feira. O acordo provavelmente será limitado, com o Reino Unido garantindo tarifas mais baixas sobre automóveis e aço, os dois setores mais afetados pelo tarifaço de Trump.
Pressionado por investidores e empresários, o governo Trump tem anunciado que já está em negociações com vários países, sem dizer quais, em uma tentativa de apaziguar os ânimos.
Em 2 de abril, Trump anunciou o pacote batizado de “tarifas recíprocas”, impondo tarifas de 10% à maioria dos países, juntamente com tarifas mais altas para muitos parceiros comerciais, que foram então suspensas por 90 dias.
Governo Trump deve negociar com a China no fim de semana
Os governos dos Estados Unidos e da China anunciaram na terça-feira (6) que terão um encontro em Genebra, na Suíça, previsto para acontecer neste fim de semana, quando sentarão pela primeira vez para negociar um acordo sobre tarifas.
A China foi a nação mais penalizada no pacote, com tarifas que podem chegar a 145%. Porém, devolveu o troco impondo alíquotas de até 125% a produtos importados dos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Lin Jian, declarou na quarta-feira (7) que “qualquer diálogo deve ser baseado na justiça, respeito e benefício mútuo. Qualquer pressão ou coerção não funcionará com a China“.
Em comunicado oficial, o governo dos EUA informou que o secretário do Tesouro do país, Scott Bessent, e o representante de Comércio do país, Jamieson Greer, vão viajar para a Suíça nesta quinta-feira.
Por sua vez, o Ministério do Comércio chinês afirmou que o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, vai para a capital suíça nesta sexta-feira (9).
Trump também teve uma reunião, na Casa Branca, na terça-feira (6/5), com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, para discutir políticas tarifárias. No entanto, após a reunião, o republicano afirmou que gostaria que o Canadá se tornasse o 51º estado dos Estados Unidos. Por sua vez, Carney respondeu que o Canadá “não está à venda”.