Os índices futuros dos Estados Unidos começam a segunda-feira (2) em trajetória negativa, refletindo o aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, além de incertezas geopolíticas que têm afastado investidores dos ativos de risco.
A escalada retórica entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o governo chinês rebater acusações dos EUA de descumprimento de acordos comerciais e, em contrapartida, acusar Washington de não seguir os compromissos firmados. Em meio ao recrudescimento protecionista, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou intenção de dobrar tarifas sobre aço e alumínio.
Nos EUA, o mercado acompanha com atenção a divulgação de dados econômicos cruciais nesta segunda-feira (2), como o PMI industrial de maio e os números sobre gastos com construção e atividade fabril medidos pelo ISM.
No Brasil, a agenda econômica começa com o Boletim Focus, seguido pela divulgação do PMI industrial de maio, que ajudará a medir o ritmo e a confiança da indústria nacional.
O cenário internacional volátil, combinado com a agenda de dados econômicos, deve manter os investidores em modo de cautela.
Brasil
O Ibovespa fechou a sexta-feira (30) com queda de 1,09%, aos 137.026,62 pontos, acumulando a terceira sessão seguida de perdas e encerrando a semana com recuo de 0,58%. Apesar disso, o índice ainda registra alta de 1,45% em maio.
O movimento do dia foi influenciado pelas quedas da Vale e da Petrobras, dois dos pesos-pesados do indicador, que acompanharam as quedas de suas respectivas commodities no mercado externo. Fora isso, o dia teve dados bastante positivos aqui e lá fora.
No Brasil, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre avançou 1,4%, puxado principalmente pelo setor agropecuário, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador acumula alta de 3,5% nos últimos quatro trimestres.
No câmbio, o dólar à vista avançou 0,93% no dia e fechou cotado a R$ 5,7195, acumulando alta de 1,28% na semana e de 0,76% no mês.
Europa
As bolsas europeias começam a segunda-feira com perdas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que dobrará as tarifas sobre o aço importado.
Por lá, os ataques da Ucrânia em toda a Rússia, utilizando drones escondidos em caminhões no interior do país para atingir aeroportos estratégicos, voltou a trazer preocupações em toda a região.
STOXX 600: -0,17%
DAX (Alemanha): -0,39%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): -0,48%
FTSE MIB (Itália): +0,10%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York recuam hoje, com os investidores à espera dos dados econômicos da agenda e ao discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, na abertura da Conferência do 75º aniversário da Divisão de Finanças Internacionais do Fed. O evento também contará com a presença dos presidentes do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, e de Dallas, Lorie Logan, que participarão de uma sessão de perguntas e respostas.
Dow Jones Futuro: -0,35%
S&P 500 Futuro: -0,39%
Nasdaq Futuro: -0,57%
Ásia
Os mercados asiáticas fecharam a segunda-feira majoritariamente em baixa, depois que o presidente Donald Trump disse aos metalúrgicos dos EUA que dobrará as tarifas sobre as importações de aço para 50%, a partir desta quarta-feira (4).
Shanghai SE (China), -0,47%
Nikkei (Japão): -0,15%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,57%
Kospi (Coreia do Sul): +0,05%
ASX 200 (Austrália): -0,24%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem forte após a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados) anunciar que ampliará a produção em julho no mesmo ritmo dos dois meses anteriores, em linha com as expectativas do mercado.
Petróleo WTI, +3,32%, a US$ 62,81 o barril
Petróleo Brent, +2,93%, a US$ 64,62 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados do PMI e ISM da indústria de maio e gastos com construção de abril.
Por aqui, no Brasil, o Banco Central realiza nesta quarta-feira (4), em São Paulo, a apresentação oficial do Pix Automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos e transferências instantâneos. O Pix Automático permitirá que consumidores autorizem o pagamento recorrente de serviços como academias, escolas, condomínio e assinaturas, com débito direto na conta na data combinada. Na prática, é uma versão moderna do débito automático tradicional, mas com a agilidade do Pix.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg