Em depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, confirmou na frente do ex-presidente e dos outros réus pela tentativa de golpe de Estado que o general Walter Braga Netto entregou dinheiro vivo para custear a ação dos kids pretos, nome dado aos militares da força de elite do Exército.
O repasse foi revelado pela coluna em dezembro de 2024. Cid confirmou que recebeu uma caixa de vinho de Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro na eleição de 2022.
“Depois de um tempo o general Braga Netto trouxe uma quantia em dinheiro, que eu não sei precisar quanto foi, mas com certeza não foi R$ 100 mil, até pelo volume”, disse Cid ao ser questionado pelo relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.
Cid diz que entregou dinheiro a kid preto
Cid afirmou que, no mesmo dia, para o major Rafael Martins de Oliveira, um dos kids pretos envolvidos nos planos Punhal Verde e Amarelo e Copa 2022 — que previam o sequestro e assassinato de autoridades, entre elas o próprio Moraes.
Ao falar do assunto, Cid procurou minimizar sua participação na articulação. O ex-ajudante de ordens justificou uma mensagem apreendida pela Polícia Federal, em que oferecia R$ 100 mil ao major Oliveira para custear as despesas dos planos, como “uma brincadeira.