O Ibovespa fechou a segunda-feira (23) com queda de 0,41%, aos 136.550,50 pontos, pressionado pela baixa do petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na mínima do dia, o índice chegou a cair quase 1%.
Na contramão de Wall Street, que subiu com a perspectiva de cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) e recuo do petróleo, o mercado brasileiro sentiu o impacto da desvalorização da commodity — que caiu mais de 7% — sobre as ações da Petrobras (PETR4), que recuaram 2,50%. PRIO (PRIO3) também cedeu 0,71%, apesar de previsões otimistas para sua produção em 2026.
A queda do petróleo, inesperada diante dos ataques iranianos a bases americanas no Catar, refletiu a leitura de que a retaliação foi controlada e amplamente antecipada. Ainda assim, o ambiente de incerteza elevou a cautela dos investidores.
Os bancos, que também têm peso no Ibovespa, ajudaram a derrubar o indicador, sendo as maiores perdas registradas pelo Santander (SANB11) e BB (BBAS3), que caíram, respectivamente, 1,19% e 1,22%. A B3 (B3SA3), por sua vez, perdeu 1,62%.
O lado positivo ficou com a Vale (VALE3), que fechou com alta de 1,26%, acompanhando a valorização do minério de ferro no exterior, e ajudando a segurar a baixa do Ibovespa.
Nesse cenário conturbado, o dólar comercial caiu 0,40%, a R$ 5,503. Os DIs (juros futuros) oscilaram na sessão, sem força e mistos.
Mercado externo
Os ativos de Wall Street subiram com a perspectiva de redução de juros nos EUA e com a queda do preço do petróleo. Além disso, o mercado fez uma leitura de que o ataque limitado do Irã a bases norte-americanas no Catar foi mais “simbólico”, o que seria um indicativo de que um conflito não perduraria muito tempo.
O Dow Jones subiu 0,89%, aos 42.581,78 pontos; o S&P 500, +0,96%, aos 6.025,17 pontos; e o Nasdaq, +0,94%, aos 19.630,98 pontos.