O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (2) com queda de 0,36%, aos 139.050,93 pontos, contrariando o desempenho positivo de ações de peso como Vale (+3,64%) e Petrobras (+1,78%). A baixa veio na esteira da crescente tensão institucional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, agravada pela correta judicialização do decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Enquanto o dólar comercial caiu 0,74%, a R$ 5,421 — menor valor desde agosto de 2024 —, os juros futuros subiram em toda a curva, refletindo maior percepção de risco político.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou hoje que não se trata de um embate político, mas de “uma questão jurídica”. Já o presidente Lula criticou diretamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e reforçou que o STF (Supremo Tribunal Federal) foi acionado para “recolocar as coisas no lugar”.
No pano de fundo, a base aliada busca discurso comum, enquanto a oposição intensifica as críticas.
Apesar disso tudo, o fluxo estrangeiro na B3 foi o maior desde 2023, mostrando que o mercado financeiro ainda vê espaço para crescimento, apesar da instabilidade.
Mercado externo
Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York reagiram positivamente, em sua maioria, ao anúncio de um acordo comercial entre EUA e Vietnã, levando o S&P 500 a uma nova máxima histórica. No entanto, o otimismo foi contido após dados mostrarem queda nas vagas de emprego privadas em junho. O dado reacendeu preocupações sobre a desaceleração da economia norte-americana.
O Dow Jones fechou com queda leve de 0,02%, aos 44.484,42 pontos; o S&P 500, +0,47%, aos 6.227,42 pontos; e o Nasdaq, +0,94%, aos 20.393,13 pontos.