Por Iago Filgueiras*
Empreender pode ser um caminho para quem quer realizar um sonho ou a única saída quando o mercado de trabalho fecha as portas. Por vocação ou necessidade, a verdade é que ninguém deveria ter que aprender tudo na marra, sozinho, no improviso.
Se você sente que seu negócio poderia crescer mais ou tem vontade de começar um empreendimento, mas a insegurança está te impedindo de dar o primeiro passo, você não está só. Essa é a realidade de milhões de brasileiros e brasileiras que buscam transformar suas ideias em sustento, impacto e autonomia.
Pensando nisso, o ICL começou, em 2024, o programa Empreendedor Mestre, uma formação empreendedora completa, com professores, especialistas, e que incentiva o networking de verdade. É um espaço onde quem empreende encontra orientação confiável, apoio mútuo e ferramentas que podem ser aplicadas no cotidiano, mesmo com pouco tempo disponível.
O empreendedorismo é uma força potente no Brasil
Em 2024, o Brasil contava com 47 milhões de empreendedores, com idade estimada entre 18 e 64 anos. Os dados são de um estudo feito pelo Sebrae em parceria com a Anegepe (Associação Nacional de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas). Isso revela a dimensão desse grupo na sociedade brasileira.
A pesquisa revelou também que ter o próprio negócio era um dos três sonhos mais comuns dos brasileiros, indicando como a mentalidade empreendedora tem se estabelecido em nossa sociedade, embora continue marcada por diversas contradições e desigualdades.
Mas, quando falamos sobre a taxa de sobrevivência nos primeiros cinco anos, cerca de seis a cada dez empresas fecham as portas. Os dados são da pesquisa “Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo”, publicada em 2024 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que avaliou o período de 2017 a 2022.
Mas será que todo mundo que empreende realmente tem informações suficientes para isso? E, mais, será que tem tempo, recursos e orientação qualificada para organizar as informações de forma prática? É esse vácuo que o Empreendedor Mestre tenta preencher: transformar o excesso de informação desconexa em aprendizado com método, propósito e utilidade.
Empreender não é luxo — e o conhecimento também não deveria ser
Durante muito tempo, falar sobre empreendedorismo era falar sobre uma prática associada à quem já tinha dinheiro. Porém, nos últimos anos o discurso empreendedor passou a ganhar cada vez mais espaço, influenciado pela precarização das relações trabalhistas, crise financeira e por um discurso neoliberal de que você é o único autor do seu sucesso.
Em meio a essa realidade, ainda é comum que o fracasso de um negócio seja tratado como culpa exclusiva de quem tentou. Mas o insucesso raramente é fruto de incompetência individual. Na maioria das vezes, ele reflete a ausência de apoio, formação e políticas que compreendam o empreendedor como sujeito social, não como herói solitário.
Esse cenário exige alternativas que reconheçam que o empreendedor merece apoio técnico e emocional, como propõe o Empreendedor Mestre. Sem glamourização, mas com acolhimento e formação sólida.
Expor suas dúvidas não é fraqueza, é sinal de força
É o caso do Gustavo Martins, um profissional que desde 2009 mantém uma empresa de consultoria em gerenciamento de processos e projetos. Com um cliente internacional fiel há mais de 10 anos, ele buscava expandir seus serviços para empresas brasileiras, mas esbarrava em inseguranças com marketing e vendas. Pediu ajuda e foi acolhido por membros e pelo próprio Giácomo Degani, diretor de comunicação do ICL e um dos professores da plataforma.
Com didática e compromisso, ele o incentivou a promover sua empresa com mais clareza e deu dicas práticas para alcançar novos público — como a produção de conteúdos em blog que respondam às dúvidas dos clientes e reforcem a autoridade da marca, além da criação de minicursos que apresentam o impacto do seu trabalho e atraem novos interessados.
Aqui, o conhecimento circula e o apoio vem até de quem ajuda a construir o projeto por dentro.
A falta de informação é um gargalo no empreendedorismo
Um estudo realizado pelo Sebrae com dados de 2018 a 2021 revelou que, além das dificuldades econômicas, os principais fatores que contribuíram para o fechamento de negócios foram o pouco preparo pessoal, o planejamento deficiente e falhas na gestão.
Diante de tantos desafios, fica a pergunta: como empreender sem cair nas armadilhas de discursos fáceis e soluções mágicas? A resposta pode estar em algo simples, mas cada vez mais raro — formação de qualidade, conectada à realidade e livre de ilusões.
O Instituto Conhecimento Liberta, que compartilha conhecimento em economia e política, investe em diversas áreas de formação, entre elas o empreendedorismo, reconhecido como uma parte essencial na construção de um país mais justo e com mais oportunidades. Já que, para muitos, empreender tem sido uma alternativa diante de um mercado de trabalho tão complexo, é preciso oferecer ferramentas para que essa escolha não seja um salto no escuro.

Ao reunir uma formação estruturada, conteúdos de excelência e uma rede de apoio ativa, o Empreendedor Mestre oferece ferramentas a quem está começando ou precisa reorganizar a rota, mesmo que tenha pouco tempo, recursos limitados ou esteja empreendendo sozinho.
Ou seja, empreender não é só sobre ter uma boa ideia ou força de vontade — é sobre ter base, clareza e orientação. E, sejamos sinceros, isso não se resolve com promessas mirabolantes ou fórmulas que ignoram a complexidade do dia a dia de quem empreende.
É possível fazer diferente
Foi exatamente essa combinação — conhecimento, escuta e rede de apoio — que ajudou a empreendedora Renata Alencar a dar um passo importante no crescimento da sua empresa, especializada em terceirização financeira.
Durante um encontro do grupo de mulheres empreendedoras da plataforma, em que o foco era estudar juntas as aulas do Empreendedor Mestre, Renata conheceu Gorete Martins, contadora, advogada e fundadora de uma empresa de contabilidade. A afinidade profissional entre elas era evidente: suas soluções se complementavam. A conversa virou parceria.
Formalizaram um acordo baseado em comissionamento e crescimento mútuo. O resultado? Renata viu seu faturamento aumentar em 185%.
Essa história é uma entre tantas que mostram como o Empreendedor Mestre vai além do conteúdo: ele funciona como um ecossistema que integra conhecimento, mentorias, formação prática e encontros com especialistas. Afinal, quando há espaço para troca entre quem compartilha dores e trajetórias parecidas, o crescimento deixa de ser solitário e passa a fazer mais sentido.
Um produto que parte da realidade e forma com profundidade
O Empreendedor Mestre foi pensado para quem quer empreender com mais consciência — sem depender de fórmulas prontas ou frases de efeito. Ele parte de um princípio simples, mas revolucionário: ninguém deveria empreender no escuro.
Com mais de cem horas de conteúdo distribuídas em 15 módulos, o programa oferece formação robusta e prática, voltada para os desafios reais enfrentados por quem está à frente de um negócio ou sonha em tirar um projeto do papel.
Ao todo, são mais de 400 aulas que percorrem diversas trilhas. Cada uma desenhada para fortalecer habilidades essenciais ao desenvolvimento sustentável de um negócio: da gestão de equipe ao planejamento estratégico, passando pela comunicação, organização financeira e tomada de decisão. O Empreendedor Mestre é para todo mundo, independentemente do estágio em que o empreendedor esteja.

Além disso, o acesso à plataforma própria de networking e grupos de discussão entre os assinantes cria um ambiente de troca entre pessoas que enfrentam desafios semelhantes, compartilham soluções e constroem repertório coletivo.
Aqui, você aprende, mas também se conecta. Encontra espaço para crescer, mas também companhia para o percurso. Na comunidade exclusiva da plataforma, os empreendedores participam de grupos temáticos, fóruns de discussão e encontros ao vivo de mentoria coletiva e networking.
O empreendedorismo real como motor
Mais do que um curso, o Empreendedor Mestre tem se consolidado como um lugar de acolhimento e impulso. Porque crescer com autonomia também passa por ter com quem contar no caminho.
Os encontros de networking são reais, feitos por pessoas reais e com demandas reais. É gente que sabe como é o dia a dia do empreendedor no Brasil. Gente que já tem um negócio mais estabilizado, gente que está começando agora, mas todo mundo junto e misturado.

Como o Eduardo Moreira e o Rafael Donatiello, dois empreendedores que se uniram na construção do ICL como é hoje. Um é ex-banqueiro com vasta experiência no mercado financeiro, outro é uma referência no marketing digital. Eles se juntaram para democratizar o conhecimento e impulsionar a transformação do país.
O que surgiu com o Investidor Mestre, uma formação completa de educação financeira, resultou no Instituto Conhecimento Liberta, um ecossistema de informação que mantém um portal de notícias independente (ICL Notícias), o Empreendedor Mestre e a plataforma de cursos e documentários do ICL. Tudo isso se articula com o objetivo de fornecer informação de qualidade, democrática e que agregue valor.
Hoje, Eduardo e Rafael também compõem o time de professores do Empreendedor Mestre.
O que o Empreendedor Mestre tem que os outros não têm?
Na internet, não é difícil encontrar um curso que prometa te ensinar a empreender.
Carregados de fórmulas mágicas e soluções simples, esses conteúdos encontram muitos clientes, sobretudo aqueles que realmente desejam uma perspectiva diferente para o futuro.
Mas a verdade é que essas formações costumam ser um ótimo investimento, mas frequentemente o retorno vem somente para quem começou a vender o curso. E esse é um dos maiores diferenciais do Empreendedor Mestre. Essas assinaturas ajudam a financiar o ICL, mas acreditamos que o produto que oferecemos tem a obrigação de ajudar os empreendedores a pensar com autonomia, mas também com pé no chão.
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Por isso, o time de professores conta com nomes reconhecidos, como o especialista em negociações, Diógenes Lucca; o analista de negócios Edmo Chagas; Bia Willcox, especializada em experiência do cliente; a economista Deborah Magagna e o empresário Oded Grajew.
Afinal, sabemos que muitos dos pequenos empreendedores brasileiros precisam conciliar o empreendedorismo com outras atividades para gerar receita, acumulam muitas tarefas, sofrem com a falta de formação profissional e ainda precisam lidar com todas as outras atividades do cotidiano. Por isso, aqui oferecemos uma formação completa.
O que temos e falta em muitos cursos de empreendedorismo, é justamente a visão humana. Sabemos que você não é uma máquina, é gente! E gente se cansa, se frustra, chora, mas também encontra forças, luta e persevera. Claro, tudo isso sabendo que existem condições sociais que fogem à nossa vontade — mas que lutamos para mudar.
Fazer diferente não significa seguir um caminho mais difícil, mas abandonar atalhos que raramente funcionam. É possível empreender com mais segurança ao encontrar conhecimento acessível, boas referências e uma rede de apoio. E é exatamente essa combinação que muita gente tem buscado em iniciativas que tratam o empreendedor com respeito, e não como consumidor de promessas vazias.
*Estagiário sob supervisão de Leila Cangussu