Bolsas mundiais avançam com previsão de corte duplo de juros nos EUA

No Brasil, agenda econômica inclui boletim Focus e dados do Caged
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As bolsas mundiais começam a segunda-feira (4) no campo positivo, reagindo à expectativa crescente de cortes nos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), após a divulgação de dados mais fracos que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos na última sexta-feira (1º).

A elevação da taxa de desemprego e a desaceleração na criação de vagas reforçaram as apostas de que o banco central norte-americano poderá agir já no próximo mês para sustentar a economia — cenário que ganhou força com a precificação de até dois cortes ainda em 2025, sendo o primeiro possivelmente de 50 pontos-base, o dobro do ajuste padrão.

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação do Boletim Focus, com as primeiras projeções após a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, e os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que detalham o emprego formal em junho. Já nos EUA, saem os números de encomendas à indústria, às 11h, outro termômetro relevante da atividade econômica.

A saída da diretora Adriana Kugler do Fed também chama atenção, abrindo espaço para uma nova indicação presidencial que pode fortalecer o viés dovish (favorável a juros mais baixos) dentro da autoridade monetária.

Brasil

O Ibovespa acumulou queda de 0,81% na semana e encerrou a sexta-feira (1º/8) em baixa de 0,48%, aos 132.437 pontos — movimento que refletiu não só o cenário externo, mas também problemas técnicos na B3, que ficou horas sem exibir cotações dos principais índices, apesar da manutenção das operações.

O dólar caiu 1,01%, a R$ 5,545. Os DIs (juros futuros) também recuaram, agora que se fala em cortes de taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Nos Estados Unidos, os dados do payroll frustraram expectativas e reforçaram temores de desaceleração econômica, provocando forte queda em Wall Street. O fraco desempenho do mercado de trabalho reacendeu as apostas de corte de juros pelo Fed já em setembro.

Europa

As bolsas europeias avançam hoje, após o tombo da sexta-feira. Porém, o índice SMI, de ações blue-chip da Suíça, recua 1,5% nas primeiras negociações, enquanto aguardam os desdobramentos das negociações em torno das tarifas dos EUA sobre produtos europeus.

STOXX 600: +0,52%
DAX (Alemanha): +1,03%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,44%
CAC 40 (França): +0,92%
FTSE MIB (Itália): +1,48%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York operam no campo positivo, com os agentes prevendo redução nas taxas de juros maior que o previsto nas próximas reuniões do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense). Na sexta-feira (1º), o Fed anunciou que Adriana Kugler deixará o cargo de governadora, abrindo espaço para que o presidente Donald Trump indique um novo membro alinhado à sua defesa por juros mais baixos. No mesmo dia, Trump demitiu a chefe de estatísticas trabalhistas, Erika McEntarfer, poucas horas após a divulgação de um relatório de emprego mais fraco, impactado por revisões expressivas para baixo nos números de maio e junho.

Dow Jones Futuro: +0,50%
S&P 500 Futuro: +0,57%
Nasdaq Futuro: +0,67%

Ásia

As bolsas asiáticas fecham sem direção única, enquanto os investidores avaliavam a última rodada de tarifas e o relatório de empregos dos EUA, o que empurrou Wall Street para baixo na sexta passada.

O índice japonês Nikkei caiu 1,25% em Tóquio, a 40.290,70 pontos, pressionado por ações de bancos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,91% em Seul, a 3.147,745 pontos, o Hang Seng avançou 0,92% em Hong Kong, a 24.733,45 pontos, e o Taiex recuou 0,24% em Taiwan, a 23.378,94 pontos.

Shanghai SE (China), +0,66%
Nikkei (Japão): -1,25%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,92%
Nifty 50 (Índia): +0,58%
ASX 200 (Austrália): +0,02%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, depois que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) concordou com outro grande aumento de produção em setembro, com preocupações sobre a desaceleração da economia nos EUA, o maior consumidor mundial de petróleo.

Petróleo WTI, -0,34%, a US$ 67,10 o barril
Petróleo Brent, -0,40%, a US$ 69,39 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje as encomendas à indústria de junho.

Por aqui, no Brasil, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o governo precisa avançar no projeto que prevê a taxação de bets, bilionários e bancos, a chamada tributação “BBB”, e melhorar a distribuição de renda no país. “Temos que taxar bancos, bilionários e bets. Essa gente não pode continuar ganhando dinheiro”, afirmou durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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