O Ibovespa encerrou a sexta-feira (15) praticamente estável, com leve queda de 0,01%, aos 136.340,77 pontos. Mesmo assim, garantiu a segunda semana consecutiva de alta, com avanço de 0,31%.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,35%, a R$ 5,398, com os investidores monitorando os próximos passos do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), especialmente na reunião de setembro. Os juros futuros também fecharam em queda em toda a curva.
No exterior, o foco do dia foi o encontro inédito entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, após anos sem uma cúpula formal entre os líderes das duas maiores potências nucleares. A reunião, que contou com presença de ministros da área econômica, sinalizou discussões além da guerra na Ucrânia, mas ainda sem definições claras.
Por aqui, em dia de agenda de indicadores esvaziada, o mercado deixou em segundo plano os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrando que a taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2025 chegou a 5,8%, a menor da série iniciada em 2012. Comparada ao 1º trimestre de 2025, essa taxa caiu em 18 das 27 unidades da federação e ficou estável nas outras nove.
O foco da atenção dos investidores ficou mesmo na direção dos balanços do 2º trimestre. O Banco do Brasil (BBAS3) se destacou com alta de 4,03%, apesar de lucro menor e inadimplência no agronegócio. Frigoríficos também brilharam: BRF (BRFS3) subiu 5,62% e Marfrig (MRFG3), 8,75%, impulsionadas por rumores de fusão. IRB (IRBR3) avançou 1,34%, com lucro acima do esperado.
Ainda assim, o Ibovespa não avançou mais por conta da estabilidade nas blue chips. Vale (VALE3) caiu 0,19%, com o minério em baixa, e Petrobras (PETR4) recuou 0,03%, pressionada pela queda do petróleo.
Mercado externo
Em Wall Street, os índices terminaram mistos, refletindo a tensão entre dados positivos do varejo e preocupações com a inflação ao produtor. A semana, porém, fechou em alta nos EUA.
O Dow Jones subiu 0,08% no dia e +1,74% na semana; o S&P 500, -0,29% e +0,97%, respectivamente; e o Nasdaq, -0,40% e +0,81%.