Mercados avançam com foco no payroll e liquidez reduzida por feriado nos EUA

Relatório de emprego dos EUA, divulgado na próxima sexta, deve ditar expectativas sobre juros
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os mercados globais começam a semana em trajetória positiva. Os índices futuros dos EUA avançam, nesta segunda-feira (1º), mas o feriado do Labor Day (Dia do Trabalho) mantém fechados os mercados à vista, o que reduz a liquidez global no início da semana.

A atenção dos investidores já se volta para o relatório de emprego (payroll) de agosto, que será divulgado na sexta-feira (5) e pode influenciar os próximos passos do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) na condução dos juros.

Antes disso, a agenda americana traz o relatório JOLTS (quarta), o Livro Bege do Fed, dados de emprego privado da ADP (quinta) e a balança comercial.

No Brasil, o dia começa com a divulgação do boletim Focus e do PMI industrial de agosto, enquanto no cenário político os olhos se voltam para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para esta terça-feira (2). No exterior, a desaceleração industrial da China e a tensão entre Pequim e Índia seguem no radar.

Também nesta segunda, o diretor do Banco Central, Ailton De Aquino Santos, participa de webinário às 10h, e a presidente do BCE, Christine Lagarde, discursa às 14h30 em conferência internacional.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (29) com alta de 0,26%, aos 141.422 pontos — novo recorde histórico de fechamento, superando a marca anterior de julho. No acumulado da semana, a valorização foi de 2,50%, a quarta seguida no azul. Agosto fechou com ganho de 6,28%, melhor desempenho mensal desde agosto de 2024.

Durante o dia, o índice chegou à máxima intradiária de 142.378 pontos, alimentando expectativas de que os 150 mil possam estar no radar.

Apesar do bom humor na Bolsa, o dólar comercial subiu 0,29%, a R$ 5,42, interrompendo uma sequência de quedas. Juros futuros (DIs) também fecharam em alta, refletindo a cautela após o dado de inflação PCE dos EUA — que veio em linha, mas não animou os mercados de Nova York.

Europa

As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira, recuperando-se após a liquidação de papéis de tecnologia e estabelecendo um tom mais estável no início de um mês historicamente fraco para as bolsas.

STOXX 600: +0,34%
DAX (Alemanha): +0,46%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,27%
CAC 40 (França): +0,32%
FTSE MIB (Itália): +0,65%

Estados Unidos

Os índices futuros avançam em dia de feriado nos EUA e, portanto, com liquidez baixa. Por lá, os investidores seguem repercutindo a decisão de um tribunal federal de apelações que considerou ilegais a maioria das “tarifas recíprocas” impostas pelo presidente Donald Trump.

Dow Jones Futuro: +0,06%
S&P 500 Futuro: +0,08%
Nasdaq Futuro: +0,06%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com queda nas fabricantes de chips após os EUA retirarem isenções para uso de tecnologia americana na China. A atividade industrial chinesa recuou pelo quinto mês seguido, refletindo demanda fraca e incertezas comerciais. Investidores seguem atentos às relações entre China e Índia. As ações da Alibaba subiram mais de 19% em Hong Kong, impulsionadas por bons resultados da unidade de nuvem. A empresa também revelou avanços no desenvolvimento de um novo chip de IA.

Shanghai SE (China), +0,46%
Nikkei (Japão): -1,24%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,15%
Nifty 50 (Índia): +0,69%
ASX 200 (Austrália): -0,51%

Petróleo

Mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão sem direção definida. Fabricantes de chips recuaram após os EUA suspenderem isenções para uso de tecnologia americana na China. A indústria chinesa encolheu pelo quinto mês, com demanda fraca. Relações China–Índia seguem no radar. Já a Alibaba saltou 19% após divulgar bons resultados e avanços em chip de inteligência artificial.

Petróleo WTI, +0,50%, a US$ 64,33 o barril
Petróleo Brent, +0,44%, a US$ 67,78 o barril

Agenda

Agenda internacional fraca devido ao Labor Day nos EUA.

Por aqui, no Brasil, a Receita Federal publicou norma que obriga fintechs e arranjos de pagamento a seguir as mesmas regras dos bancos na comunicação de movimentações financeiras suspeitas. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (29). Segundo o ministro Fernando Haddad, a iniciativa visa combater crimes como lavagem de dinheiro e fraudes fiscais. A instrução normativa foi publicada no Diário Oficial. A ação coincide com operações da PF contra esquemas do PCC, que teriam movimentado R$ 23 bilhões.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.