Mercados globais recuam após máximas históricas nas bolsas de Nova York

Investidores acompanham discursos de dirigentes do Fed e dados econômicos que podem influenciar próximos cortes na taxa básica norte-americana
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Os mercados globais operam majoritariamente em trajetória negativa, nesta segunda-feira (22), após uma semana de ganhos robustos nas bolsas de Nova York, que foram impulsionadas pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense). Foi a primeira redução desde dezembro e alimentou apostas de mais dois cortes até o fim do ano.

Na última semana, o S&P 500 e o Dow Jones subiram 1,2% e 1%, respectivamente, atingindo novas máximas históricas. O Nasdaq avançou 2,2%, puxado principalmente pelo alívio na política monetária.

Nesta semana, os mercados seguem atentos a indicadores econômicos e discursos de membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), como John Williams e Thomas Barkin, que falam hoje às 10h45 e 13h. O destaque da agenda será o deflator do PCE de agosto — indicador preferido do Fed para medir a inflação —, que será divulgado na sexta-feira (26).

No Brasil, o foco se volta ao Boletim Focus, com projeções atualizadas para inflação, PIB, câmbio e taxa Selic. As expectativas também seguem sobre o ambiente externo, que segue influenciando o mercado local.

Na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os compromissos incluem encontro com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, além de participação em conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Palestina e reunião com a realeza sueca em Nova York.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (19) com alta de 0,25%, aos 145.865,11 pontos — maior fechamento da história e quinta máxima nos últimos sete pregões. Ao longo do dia, o índice chegou a 146.398,76 pontos, superando o recorde anterior de quarta-feira.

Na semana, a bolsa acumulou valorização de 2,53%, o melhor desempenho em cinco semanas. O movimento refletiu o otimismo dos investidores após o primeiro corte de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) em 2025, além da sinalização de fim do ciclo de alta pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.

Apesar do clima positivo, o dólar comercial subiu 0,03%, cotado a R$ 5,320, e os juros futuros (DIs) encerraram com viés de alta.

Europa

Os mercados europeus operam em baixa diante das tensões causadas pela proposta do governo de Donald Trump de encarecer vistos de trabalho H-1B, afetando o setor de tecnologia. A medida pode impactar empresas que contratam mão de obra qualificada da Ásia.

Em outra frentes, a Porsche caiu 6,7% após revisar sua previsão de lucro e adiar lançamentos. A Volkswagen também recuou 5,5%.

STOXX 600: 0,00%
DAX (Alemanha): -0,42%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,10%
CAC 40 (França): -0,10%
FTSE MIB (Itália): -0,15%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York recuam hoje, com os agentes se preparando para os discursos de membros do Fed (Federal Reserve), enquanto esperam a divulgação do deflator de inflação PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal) de agosto na sexta-feira (26).

Dow Jones Futuro: -0,23%
S&P 500 Futuro: -0,19%
Nasdaq Futuro: -0,20%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, após o banco central da China manter as taxas de juros inalteradas pelo quarto mês seguido. A decisão veio em linha com as expectativas. Já na Índia, ações de tecnologia caíram cerca de 3% após Donald Trump propor uma taxa de US$ 100 mil para vistos H-1B. Indianos são maioria entre os atingidos pela medida.

Shanghai SE (China), +0,22%
Nikkei (Japão): +0,99%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,76%
Nifty 50 (Índia): -0,15%
ASX 200 (Austrália): +0,43%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda, apagando parte das perdas da véspera.

Petróleo WTI, +0,57%, a US$ 63,04 o barril
Petróleo Brent, +0,48%, a US$ 67,00 o barril

Agenda

Nos EUA, são aguardados os discursos de membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Por aqui, no Brasil, o Brasil projeta recorde na produção de proteínas em 2026, com 32,3 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O aumento é puxado principalmente pela carne suína e de frango, enquanto a bovina deve apresentar leve retração. A demanda internacional, especialmente da China e de novos mercados asiáticos, favorece exportações recordes e garante boa disponibilidade para consumo interno.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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