Nasdaq recua com temor de bolha de tecnologia; Copom é destaque no Brasil

Nos EUA, investidores acompanham o relatório de empregos privados da ADP e os PMIs de serviços e composto
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os índices futuros de Nova York operam mistos nesta quarta-feira (5). O Dow Jones avança levemente, enquanto o Nasdaq recua, pressionado por temores sobre as altas avaliações do setor de tecnologia, após a queda da Super Micro Computer e a frustração com as projeções da AMD.

No Brasil, o foco está na decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que deve manter a taxa Selic em 15% ao ano. Apesar de sinais de desaceleração econômica, o BC deve preservar o tom conservador, reforçando o compromisso com o controle da inflação.

A agenda doméstica ainda traz o fluxo cambial semanal e o Índice de Commodities de outubro, às 14h30. No exterior, os investidores acompanham o relatório de empregos privados não agrícolas da ADP, às 10h15, e os PMIs de serviços e composto, às 11h45.

Em Washington, a Suprema Corte discute a legalidade das tarifas comerciais impostas durante o governo Trump, reacendendo o debate sobre protecionismo. A temporada de balanços também movimenta o dia, com resultados de Eletrobras, Engie, Minerva, Guararapes e Petz no Brasil, e de McDonald’s, Toyota e Qualcomm no exterior.

Brasil

Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de terça-feira (4), com leve alta de 0,17%, aos 150.704,20 pontos, um ganho de 249,96 pontos. Assim, o indicador manteve-se acima dos 150 mil pontos, em mais um dia de recorde para a Bolsa brasileira. Foi a décima alta consecutiva e o sétimo recorde seguido, em dia de escalada da aversão global ao risco.

Já o dólar voltou a subir diante do real, após duas baixas seguidas. A moeda norte-americana subiu 0,77%, a R$ 5,398. O movimento vai na mesma direção da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com mais 0,34%, aos 100,21 pontos.

Os negócios no Brasil se descolaram do exterior, que fecharam majoritariamente em baixa. Por aqui, com a agenda de indicadores macroeconômicos esvaziada, os agentes se preparam para a divulgação, nesta quarta-feira (5), da decisão do Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central sobre a taxa de juros. A expectativa é de manutenção dos juros no patamar de 15% ao ano.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, com os agentes reverberando o pessimismo observado nos mercados dos EUA e da Ásia-Pacífico durante a noite, com um temor sobre uma possível bolha no setor de tecnologia, especialmente em IA (Inteligência Artificial).

STOXX 600: -0,40%
DAX (Alemanha): -0,70%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,09%
CAC 40 (França): -0,38%
FTSE MIB (Itália): -0,32%

Estados Unidos

O McDonald’s divulga nesta quarta-feira seus resultados antes da abertura do mercado, em meio à continuidade da temporada de balanços. Das 360 empresas do S&P 500 que já apresentaram números, cerca de 82% superaram as expectativas, segundo a FactSet. Paralelamente, a Suprema Corte dos EUA analisa a legalidade das tarifas impostas por Donald Trump, decisão que pode ter impacto relevante na economia global.

Dow Jones Futuro: +0,14%
S&P 500 Futuro: -0,07%
Nasdaq Futuro: -0,21%

Ásia

Os indicadores asiáticos fecharam majoritariamente em baixa. O índice Kospi, da Coreia do Sul, considerado um exemplo emblemático do boom da inteligência artificial e um dos mercados de melhor desempenho do ano, recuou mais de 2%, assim como o Nikkei, do Japão. Ambos os índices se recuperaram das mínimas da sessão, enquanto os mercados chineses avançaram com a melhora do humor dos investidores.

Shanghai SE (China): +0,23%
Nikkei (Japão): -2,50%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,07%
Nifty 50 (Índia): -0,64%
ASX 200 (Austrália): -0,13%

Petróleo

Os preços do petróleo operam no vermelho, com os investidores avaliando os sinais de aumento dos estoques nos EUA em contraste com a redução das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Petróleo WTI, -0,26%, a US$ 60,40 o barril
Petróleo Brent, -0,22%, a US$ 64,30 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o relatório de empregos privados da ADP e os PMIs composto e de serviços.

Por aqui, no Brasil, Brasil e Reino Unido lançam nesta quinta-feira (6) o programa Industrial Decarbonisation Incubator, voltado ao desenvolvimento de tecnologias para reduzir emissões na indústria. Com aporte inicial de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8,1 milhões) financiado pelo governo britânico, a iniciativa vai selecionar até 20 startups ligadas a grandes empresas, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. O objetivo é acelerar soluções de baixo carbono em setores como aço, alumínio, cimento e papel e celulose.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.