O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (5) com alta de 1,72%, aos 153.294 pontos, marcando o maior patamar nominal da história e a 11ª alta consecutiva. O índice chegou a 153.583 pontos na máxima do dia, apoiado pelo desempenho de blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), além de forte avanço dos bancos.
O movimento reflete o otimismo dos investidores diante de balanços corporativos positivos e do apetite ao risco no exterior, em um pregão marcado pela expectativa da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. O mercado projeta manutenção da Selic em 15% ao ano, mas aguarda o comunicado para avaliar o tom da autoridade monetária.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,69%, cotado a R$ 5,3614. Entre as ações em destaque, C&A (CEAB3) liderou as altas após divulgar um balanço considerado sólido pelo BTG Pactual, enquanto Vamos (VAMO3) avançou com expectativa pelos resultados do terceiro trimestre.
No campo político, a aprovação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado da proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda manteve o tema fiscal no radar dos investidores.
Mercado externo
Os índices de Wall Street encerraram em alta nesta quarta-feira (5), impulsionados por novos dados econômicos e apesar do prolongamento da paralisação (shutdown) do governo estadunidense, que chegou ao 36º dia, o mais longo da história. O índice de serviços (PMI) do ISM subiu de 50,0 em setembro para 52,4 em outubro, sinalizando expansão da atividade. Na Europa, o Stoxx 600 avançou 0,23%, a 571,90 pontos, acompanhando o otimismo norte-americano. Já na Ásia, o pregão foi negativo: o Nikkei caiu 2,50%, a 50.212 pontos, e o Hang Seng recuou 0,07%, a 25.935 pontos.
O Dow Jones subiu +0,48%, aos 47.311,00 pontos; o S&P 500, +0,37%, aos 6.796,30 pontos; e o Nasdaq, +0,65%, aos 23.499,79 pontos.