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Posse de Ana Maria Gonçalves na ABL representa o ato de dar voz e tirar silenciamentos de milhares de pessoas negras
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No dia 7 de novembro, mês que comemoramos a imortalidade de Zumbi dos Palmares, a escritora e intelectual Ana Maria Gonçalves, ekedi no candomblé e filha de Oxum, tomou posse na cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Natural de Ibiá, localizada na região do Triângulo Mineiro, Ana Maria, que carregou consigo os fios de conta de Oxalá e Oxum, é a 13ª mulher e a 1ª escritora negra a ocupar uma cadeira na ABL. Segundo a autora, agora imortal da ABL, sua paixão pela leitura nasceu quando ainda era criança.

Desde de então, seus caminhos começaram a ser escritos com as palavras, caminhos e encruzilhadas que foram trançando até chegar aqui.

Algo que chamamos nas comunidades negras de ‘caminho ancestral’. Como bem sabemos, a posse de Ana Maria Gonçalves representa o ato de dar voz e tirar silenciamentos de milhares de pessoas negras que tiveram suas histórias e experiências colocadas à margem da história.

Em 2024, a Portela levou para a Marquês de Sapucaí o enredo ‘ Um Defeito de Cor”, inspirado no livro, de mesmo nomeda autora. De lá pra cá, os livros que publicam de Ana Maria Gonçalves passaram a ser, também, traduzidos em outros meios de manifestações culturais.

A posse de Ana Maria é coletiva, é ancestral, é ubuntu e lança olhares sobre às nossas resistências cotidianas.

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