Falência da Oi aumenta incerteza e apreensão entre trabalhadores

Decisão judicial deixa empregados sem previsibilidade sobre salários e direitos
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A decisão da Justiça de decretar a falência da Oi no início desta semana trouxe preocupação e incerteza para os trabalhadores da companhia. A determinação prevê a transferência gradual de serviços, o que significa que, por ora, as operações precisam ser mantidas.

Segundo representantes sindicais, a falta de informações claras sobre o decreto tem gerado apreensão entre os funcionários, que não sabem exatamente como seus direitos serão preservados. Com a falência, empregados com créditos acima de 150 salários mínimos entram na massa falida, sem previsão de pagamento imediato, enquanto aqueles com valores menores terão prioridade no recebimento.

O grupo Oi emprega cerca de 13 mil pessoas, incluindo não apenas funcionários diretos da operadora, mas também trabalhadores de subsidiárias que prestam serviços de manutenção de redes e call centers.

Algumas dessas empresas ainda podem ser vendidas, incluindo prestadoras de serviços de rede, que recentemente passaram por reestruturações após a perda de contratos importantes.

Falência da Oi: sindicatos se reúnem com membros do governo

Diante do cenário, representantes sindicais buscam reuniões emergenciais com a gestão judicial da Oi e autoridades da Justiça para discutir a situação dos trabalhadores. Entidades do setor também planejam encontros com ministros do governo para tratar do tema. Até o fechamento desta reportagem, algumas empresas do grupo ainda não se manifestaram.

Nesta quinta-feira (13), entidades sindicais devem se encontrar com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e, depois, com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Funcionários relatam angústia coletiva e dificuldades financeiras diante da incerteza sobre salários. Entre os relatos estão trabalhadores que precisaram recorrer a empréstimos pessoais para honrar despesas básicas, enquanto outros enfrentam problemas como atrasos de aluguel e cuidados com filhos com necessidades especiais. Também há relatos de alterações repentinas nas funções de trabalho, sem informações claras sobre remuneração ou condições de operação.

 

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