Motorista que recebeu R$ 131 milhões por erro bancário cobra indenização há um ano

Mesmo tendo comunicado o erro e devolvido o dinheiro imediatamente, motorista diz ter sofrido prejuízos financeiros e pressão psicológica do banco
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O motorista Antônio Pereira do Nascimento, de Palmas (TO), luta há mais de um ano na Justiça para ser indenizado após o Bradesco transferir, por engano, R$ 131,8 milhões para sua conta, em junho de 2023.

Mesmo tendo comunicado o erro e devolvido o dinheiro imediatamente, ele afirma ter sofrido prejuízos financeiros e pressão psicológica do banco, além de ter tido sua vida exposta.

A ação tramita desde julho de 2024 na 6ª Vara Cível de Palmas. Testemunhas já foram indicadas, e o processo aguarda agora a audiência de instrução, ainda sem data marcada.

A defesa pede que Antônio receba 10% do valor transferido — cerca de R$ 13 milhões — com base no artigo 1.234 do Código Civil, que trata da restituição de bem encontrado. Segundo os advogados, não houve proposta de acordo por parte do banco.

Após o equívoco, Antônio chegou a ser cobrado por tarifas bancárias relacionadas ao saldo milionário e diz ter sido pressionado pelo gerente para devolver o montante. O Bradesco informou apenas que não comenta casos em andamento na Justiça.

O episódio ganhou repercussão nacional e levou o motorista a participar do quadro “Acredite Se Quiser”, do programa Domingão, em 2023.

Leia na íntegra a nota da defesa do motorista:

Os advogados do Sr. Antônio informam que o processo segue seu curso regular. O banco já apresentou contestação, e a respectiva réplica foi protocolada pela parte autora. Foram indicadas testemunhas capazes de esclarecer, de forma detalhada, como se deu o episódio acerca da transferência milionária equivocada para a conta do Sr. Antônio, bem como os desdobramentos posteriores, incluindo a pressão exercida pelo banco e a comunicação espontânea do equívoco.

Ao juízo foi demonstrada a pertinência das provas requeridas. O banco também arrolou testemunha. No momento, aguarda-se a designação da audiência de instrução.

Quanto ao questionamento sobre eventual demora, os advogados esclarecem que não identificam morosidade anormal: o processo está avançando dentro dos trâmites previstos pelo sistema judicial brasileiro.

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