Um levantamento sobre a trajetória de ex-alunos de cursos técnicos aponta que 86,7% deles conseguiram ingressar no mercado de trabalho. A pesquisa, realizada entre 2023 e 2025 com 213,2 mil egressos, também indica que esses profissionais recebem, em média, remuneração superior à de outros trabalhadores que exercem as mesmas funções.
Segundo o estudo, o índice de empregabilidade é o maior da série histórica iniciada em 2002, com avanço de 1,1 ponto percentual em relação à edição anterior.
Entre as áreas com maior inserção no mercado estão:
- Refrigeração e climatização: 95,9%;
- Automotiva: 94,4%;
- Metalmecânica: 90,2%;
- Energia: 90%;
- Eletroeletrônica: 89,4%.
Esses setores concentram vagas para profissionais como instaladores e técnicos de refrigeração, trabalhadores da indústria automotiva, soldadores, caldeireiros, operadores de sistemas de energia e especialistas em equipamentos elétricos e eletrônicos.
Além da empregabilidade, o levantamento aponta crescimento na renda dos profissionais após a conclusão da formação técnica. A média salarial passou de R$ 2.508 para R$ 2.682 mensais. Entre os técnicos de nível médio, o aumento registrado foi de 22,2%.

A pesquisa também ouviu empresas que contratam esses profissionais. Segundo o levantamento, 90% dos empregadores afirmaram dar preferência à contratação de pessoas com essa formação. Já 88,7% dos ex-alunos disseram ter interesse em continuar os estudos na mesma instituição.
O estudo acompanha a trajetória dos estudantes em três etapas: ao fim do curso, seis meses após a conclusão e por meio de entrevistas com empresas empregadoras. A metodologia busca medir indicadores como inserção no mercado de trabalho, evolução profissional, renda e adequação das competências desenvolvidas às demandas do setor produtivo.