A Polícia Federal iniciou nesta manhã a execução de dez mandados de prisão domiciliar contra condenados por participação na trama golpista de 2023, em cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques.
As ordens judiciais, determinadas pelo STF no âmbito das ações penais relacionadas ao plano de golpe, estão sendo cumpridas em oito estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins — e no Distrito Federal, com apoio da Força-Tarefa da PF e do Exército Brasileiro em parte das diligências.
Os condenados começam a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, além de outras medidas cautelares impostas pelo tribunal, como proibição de uso de redes sociais, suspensão de passaportes, proibição de contato entre investigados e restrições de visitas.
Entre os alvos das medidas estão Giancarlo Gomes Rodrigues, Marilia Ferreira de Alencar, Angelo Martins Denicoli, Fabricio Moreira de Bastos, Sergio Ricardo Cavaliere, Bernardo Romão Correa Netto
e Ailton Gonçalves Moraes Barros — nomes relacionados a diferentes núcleos que integraram a articulação golpista.
A operação ocorre após a prisão de Silvinei Vasques no Paraguai, que tentou embarcar para outro país, após romper a tornozeleira eletrônica e descumprir medidas cautelares impostas enquanto esperava o trânsito em julgado de sua condenação a 24 anos e seis meses de prisão no processo do golpe.
A mobilização da PF para efetivar as prisões domiciliares reflete uma estratégia do STF e da Justiça Federal de reforçar o cumprimento das penas e evitar novas tentativas de fuga ou descumprimento de medidas, especialmente em casos de grande repercussão política e risco de evasão.