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Juliana Dal Piva

Formada pela UFSC com mestrado no CPDOC da FGV-Rio. Foi repórter especial do jornal O Globo e colunista do portal UOL. É apresentadora do podcast "A vida secreta do Jair" e autora do livro "O negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro", da editora Zahar, finalista do prêmio Jabuti de 2023.

As histórias dos cofres da família Bolsonaro

É, ao menos, a segunda vez que o ex-presidente responsabiliza a mulher por um episódio com um cofre
23 de fevereiro de 2024

Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro

Jair Bolsonaro contou mais um de seus causos essa semana. Em entrevista à rádio CBN Recife, o ex-presidente afirmou que descobriu a existência de um cofre dentro da casa onde está morando, em Brasília, depois que a PF fez uma operação de busca e apreensão, em maio do ano passado, durante a Operação Venire, ocasião em que o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, foi preso.

“Perguntaram para mim e para minha esposa (Michelle) se tinha cofre na minha casa, que é alugada. Eu não sabia que tinha cofre, e minha mulher falou ‘tem’. Acharam U$ 3”, contou ele.

É, ao menos, a segunda vez que ele responsabiliza a mulher por um episódio com um cofre. A primeira vez em que uma situação assim ocorreu foi em 2007, mas quando Bolsonaro era casado com a advogada Ana Cristina Siqueira Valle.

Em outubro de 2007, pouco depois da separação dos dois, Ana Cristina fez um boletim de ocorrência acusando Bolsonaro de roubar um cofre que ela tinha em uma unidade do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Segundo a versão dela, o cofre continha joias de cerca de R$ 600 mil, 30 mil dólares e R$ 200 mil em dinheiro vivo. A investigação, porém, nunca foi adiante. Ela parou de reclamar algum tempo depois, quando eles acordaram a separação judicialmente.

Outro episódio da família Bolsonaro com cofre ocorreu com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos). Como revelou o jornal Folha de São Paulo, em 2020, o “02” manteve entre 2007 e 2009 um cofre particular para guarda de bens, também no Banco do Brasil.

No entanto, Carlos nunca declarou à Justiça Eleitoral o que guardava ali. Mesmo que a declaração fosse obrigatória tanto ao banco como ao TSE.

A Folha descobriu a existência do cofre por indicações em extratos bancários entregues à Justiça de São Paulo pelo vereador, em um processo no qual ele pedia indenização por supostos prejuízos com uma corretora em investimentos na Bolsa de Valores.

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