O ato político convocado por Flávio Bolsonaro (PL) para esta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap, em parceria com a organização More in Common.
A estimativa foi feita no horário de pico da manifestação, às 16h32, a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial. A margem de erro é de 12%, o que coloca o público entre 25,1 mil e 32 mil pessoas.
O número ficou abaixo do registrado nos dois anos anteriores. Em 2025, o ato bolsonarista de 7 de Setembro na Paulista reuniu 42,2 mil pessoas, segundo a mesma metodologia. Em 2024, foram 45,4 mil.
Apesar de a manifestação ter sido convocada em meio à crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), o evento teve forte caráter eleitoral. Flávio, candidato à Presidência, usou o palanque para atacar o presidente Lula (PT), pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e defender a eleição de uma maioria de direita no Senado.
O senador também afirmou que, caso seja eleito, indicará cinco ministros para o Supremo.
Ataques a Moraes e defesa de Mendonça
O ministro Alexandre de Moraes foi o principal alvo dos discursos. Os manifestantes repetiram gritos de “Fora, Moraes”, enquanto o ministro André Mendonça, também do STF, foi exaltado pelos participantes.
Mendonça ganhou um boneco gigante próximo ao trio elétrico e recebeu homenagens e pedidos de oração durante o ato.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou do evento, mas adotou um tom mais moderado do que em manifestações anteriores. Em seu discurso, afirmou que as recentes revelações envolvendo Moraes precisam de uma “resposta institucional” e que ninguém está acima da lei.
Também participaram do ato o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e candidatos ao Senado ligados à direita.
O presidente do PL, por sua vez, associou a eleição de Flávio à possibilidade de libertação de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Ele afirmou que, com Flávio eleito, o ex-presidente poderia estar livre no dia seguinte.
A manifestação ocupou cerca de dois quarteirões da Avenida Paulista, na altura do Masp. Os participantes se concentraram desde o início da tarde, em meio a uma temperatura de aproximadamente 13°C.