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Chega ao fim, hoje, o segundo mandato de Augusto Aras à frente da Procuradoria-Geral da República. E embora o agora ex-PGR tenha declarado que deixa o cargo com “sentimento de dever cumprido”, o histórico de Aras à frente da instituição é marcado por uma gestão inerte com os descalabros do ex-presidente Jair Bolsonaro e com os golpistas que atacaram as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro deste ano.
Ao discursar ontem, durante a 14ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Aras também disse que teve “a satisfação de ter realizado os projetos, sendo o maior deles a unidade do Ministério Público”. O PGR esteve à frente do órgão por quatro anos, dois mandatos.
Também na fala, Augusto Aras falou sobre desafios da PGR durante a pandemia, mas sem mencionar as responsabilidades de Jair Bolsonaro, que foi quem o nomeou para o cargo. Ainda sobre o tema pandemia, Aras afirmou que “a unidade dessa instituição (MP) salvou milhares de vidas”.
‘Consenso da Constituição’
Em outro momento da fala, o PGR exaltou a “liberdade”, aludindo um valor que costuma ser lembrado por extremistas de direita para justificar golpes à democracia.
Aras emendou uma defesa à Constituição, afirmando que “no momento da crise e da radicalização, só há um consenso possível: o consenso da Constituição”.
Toffoli cita ‘discrição’ de Aras
Também esteve na cerimônia o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, que agradeceu ao CNMP e elogiou os quatro anos da gestão de Aras.
“Não fosse a responsabilidade, a paciência e a discrição de Aras, talvez não estivéssemos aqui. Talvez não tivéssemos democracia”, disse.
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