Por Cleber Lourenço
A bancada do PT na Câmara dos Deputados irá se reunir na próxima terça-feira (02/02) para decidir se o partido irá aderir formalmente a algum dos pedidos de investigação sobre o Banco Master que tramitam no Congresso. A definição envolve uma escolha política sensível: apoiar a CPI apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg ou se associar ao pedido de CPMI protocolado pelo deputado Carlos Jordy, nome ligado à oposição bolsonarista.
Segundo membros da articulação política da bancada petista, a tendência majoritária é de adesão ao pedido de CPI de Rollemberg. A avaliação interna é de que o formato da CPI restrita à Câmara permite maior controle do escopo da investigação e reduz o risco de instrumentalização política do colegiado por setores da oposição.
Parlamentares do PT ouvidos de forma reservada afirmam que há resistência significativa à CPMI proposta por Jordy, vista como um movimento com forte viés político e potencial de transformar a comissão em palco de confronto ideológico, desviando o foco da apuração técnica sobre a atuação do Banco Master e suas operações no sistema financeiro.
A discussão ocorre em meio à pressão crescente de setores do Congresso por uma investigação mais ampla sobre o banco, especialmente após a divulgação de indícios envolvendo operações financeiras, parcerias institucionais e possíveis irregularidades na gestão de recursos. Dentro do PT, no entanto, a leitura predominante é de que a investigação deve ocorrer sem abrir flancos para disputas narrativas que beneficiem a extrema-direita.
A reunião da próxima terça-feira deve consolidar a posição oficial da bancada e orientar a atuação do partido nas próximas semanas. Até lá, líderes petistas têm evitado declarações públicas sobre o tema, justamente para não antecipar uma decisão que ainda será formalmente debatida no coletivo da bancada.